"Os laboratórios fizeram muita coisa boa pela humanidade.
Em troca de muito, mas muito dinheiro"
Quem diz isso é Peter Rost, ex vice presidente de marketing (?) do Laboratório Pfizer, em entrevista à Revista Época, desta semana. Ele foi demitido por denunciar práticas ilegais do laboratório, entrou na justiça, e ganhou a causa (U$ 35 milhões) contra a empresa. Apesar de ter sido funcionário da Pfizer, laboratório que produz, entre outros, o conhecido Viagra, Peter diz que as práticas ilegais ocorrem em todos os outros grandes laboratórios conhecidos, tais como a Roche, Glaxo, Eurofarma e Shcering Plough, além dos pequeninos, estes, o pior de todos, pois precisam ganhar mercado dos "gigantes".
Sempre tive a certeza disso. A única coisa que os interessam são os lucros da venda de remédios. Até hoje não entendi o motivo da Glaxo ter parado de produzir o Aerotide Spray, uma bombinha para asmáticos que reunia as duas substâncias completas, que são vendidas em separados no Aerolin Spray e em outro medicamento que não me lembro o nome. Um amigo, aqui da farmácia da rua, disse: "Depois que o Aerotide sumiu, o Aerolin e o "outro" voltaram a vender mais". Detalhe: quem é asmático sabe que enquanto o Aerotide produz uma sensação de alivio respiratório por vários dias seguidos, o Aerolin só consegue produzir alivio por no máximo 24 horas. Resumo da ópera? Quanto menos tempo, mais bombinha terá que usar, e quanto mais usar, mais dinheiro terá que gastar. Portanto, o Aerolin Spray é mais lucrativo que o Aerotide Spray, e isso decretou o desaparecimento do último, creio eu.
Médicos, assim como qualquer outra profissão, querem ganhar dinheiro. Todos eles são bombardeados, segundo Peter, pelas áreas de marketing desses laboratórios, que costumam agraciá-los com brindes, prêmios e até comissões. Entenderam agora? Algumas vezes, um medicamento é receitado para você, não porque ele é bom, mas porque aquele profissional está ganhando algo por trás daquela receita.
Assim, aí vai algumas dicas, de como não ser "vítima" desses médicos gananciosos, que fazem a vontade de laboratórios inescrupulosos:
1 - Exija um genérico - O Brasil é o país que mais produz medicamentos genéricos. Sempre exija que seu médico recomende um. Se ele não recomendar (ou dizer que não existe), exija que ele coloque pelo menos o nome original na receita. Um farmacêutico poderá lhe indicar outras opções de genérico, ou um mais barato.
2 - Segunda opinião - Sempre que puder, se consulte com mais de um profissional. Sempre tenha uma segunda, ou terceira opinião. As vezes a visão, ou a experiência, de um médico pode ser limitada. Erros médicos acontecem de montão, portanto, nem sempre ache que a opinião do "seu médico" é unânime.
3 - Falácia - É comum dos profissionais utilizar a falácia da profissão. ("Acredite em mim, afinal, sou médico"). Se ele disser que apenas aquele remédio é o melhor, desconfie. Remédios tradicionais costumam não ter patentes exclusivas, pois segundo a Lei das Patentes, a exclusividade só dura no máximo 15 anos.
4 - Brindes, posters, suvenir - De início parece ser normal, mas desconfie de médicos que possuem muitos suvenir com nome de laboratórios (chaveiro, relógio de parede, porta papel, etc) ou posters de remédios colados na recepção. O que ele ganha em fazer essa propaganda?
5 - Amostra Grátis - Tome cuidado, pois é o barato que sai caro. Só é grátis no inicio, e somente para você, pois o médico está ganhando muito, desde o inicio, com essa "indicação".


A maioria das pessoas acreditam que o destino molda o rumo de suas vidas. Mas a Bíblia, já dizia há mais de 3 mil anos, que o "tempo e o imprevisto sobrevêm a todos..." (Eclesiaste 9:11). O destino não existe, nossa vida não é predeterminada por algo superior, nem pelo próprio Jeová, que nos criou com o livre arbítrio para levarmos a vida conforme nossa própria vontade, arcando com as consequências de nossas decisões.


