sábado, 21 de julho de 2007

[ Encontro com ACM ]

A despeito de ser um político, ACM sempre foi uma figura folclórica em Salvador. Ele era uma pessoa polêmica, por isso criava em torno de si sentimentos antagônicos. Para quem não sabe, ACM era um dos conselheiros do Vitória e isso já o tornava "o cara". Nunca fui muito ligado em política e meu interesse por ele era maior que zero, até o dia em que encontrei-o.

Esse encontro foi numa praia de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, chamada Buraquinho, logo depois de Vilas do Atlãntico, a "Beverly Hills" de Salvador dos anos 90. O pessoal da minha congregação costumava acampar no período de Carnaval e nessa época, Buraquinho, era o refúgio daqueles que buscavam fugir da folia momesca. Estava eu, passeando pelas areias, eram mais ou menos 6 horas da manhã, a praia estava ainda vazia e distraidamente "vi" um velhinho, gordinho, branco, bigodudo, eu já ia dizer... "puxa, parece o ACM" e não era que era ele mesmo?

O encontro foi rápido. Ele acenou para mim, devolvi com um sorriso. Não demorou muito e as pessoas o reconheceram, e logo, aquele velhinho começava a ser cercado pelas pessoas que batiam em suas costas, abraçavam, dava autógrafos, coisa rapidinha, e logo ele seguiu com seu cooper. Fiquei supreso porque se tratava de nada mais que o ex-governador da Bahia. Não era um político fazendo bravatas, mas era como se ele fosse um cantor, ator, uma pessoa folclórica.Ele poderia estar ali arrogante, cheio de seguranças, mas não, era tão simples como se fosse qualquer outra pessoa idosa fazendo seu cooper.

Ele pode ter sido uma pessoa miserável como todo político é, o "toninho malvadeza", mas naquele dia, pra mim, ele foi apenas um velhinho cordial, que as pessoa diziam se chamar Antonio Carlos Magalhães.

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