
O nosso querido ex-presidente da Sociedade Torre de Vigia, Joseph F. Rutherford, como já dito em postagens anteriores, foi o maior revolucionário da Organização de Jeová na terra e um dos homens mais fidelíssimos que serviu ao nosso Deus. Além de ter abandonado toda a sua carreira jurídica e uma vida de sucesso profissional (Rutherford foi, inclusive, promotor público algumas vezes), foi ele quem moldou toda a estrutura que conhecemos hoje da Organização: fomentou modalidades de pregação, incentivou serviços missionários, criou escolas de treinamentos ministeriais, reajustou crenças equivocadas e fez as congregações prosperarem mais e mais os irmãos aumentarem em números e qualidade.
Entrementes, na década de 20, ele também foi responsável por um dos episódios mais incômodos de nossa organização. Imagine, que hoje, um irmão inventasse a construção de uma grande mansão luxuosa, com o objetivo de hospedar os patriarcas Jacó, Abraão, Isaque e Davi, que seriam ressuscitados antes do armagedom? Achou a idéia absurda? Pois bem, na década de 20, J. F. Rutherford “inventou” uma história dessas.
Já em 1918, o irmão Rutherford, começou a prever que os patriarcas (ou príncipes) do antigo Israel, seriam ressuscitados para a vida terrena no ano de 1925. Foi ensinado que estes "príncipes" iriam se tornar os novos líderes da terra e que a sua ressurreição, seria um prelúdio a nova ordem, o paraíso na terra em cumprimento a Salmo 45:16. Porém o ano chegou, e necasdecatibiriba de ressurreição! Bem, apesar da previsão frustrada, Rutherford continuou a pregar o regresso iminente destes príncipes.
Devido a uma pneumonia contraída quando ele e outros membros do Conselho foram presos injustamente, Rutherford começou a freqüentar a cidade de San Diego para um tratamento médico. Devido a gravidade da situação – um dos pulmões estava totalmente comprometido pelo pneumonia – os médicos recomendaram que ele não saísse de San Diego. Sem ter um local fixo para morar, alguns irmãos próximos aproveitaram a “profetada” de Rutherford, fizeram uma “vaquinha” particular e compraram um terreno em 1926 no subúrbio californiano de Kensington Heights , com o objetivo de construir uma casa aonde os patriarcas ressuscitados seriam hospedados e ofereceriam a Rutherford para que ele servisse como uma espécie de “caseiro” do local. Três anos depois, em 1929, construíram uma mansão, propositadamente feita em forma paisagística, cheio de jardins com oliveiras e palmeiras e lhe deram o nome de “Bete-Sarim”, uma expressão hebraica para Casa dos Príncipes.
Em 1930, Rutherford se mudou para o local. Não precisa dizer que, fomentado pelos inimigos, os jornais da época, como o Sun Diego Sun e o Time Magazine ridicularizaram a mansão e os reais motivos de sua execução. Diziam que a mansão era por demais luxuosa, que incluía a posse de Cadillacs de 16 cilindros, considerados “o carro” da época, e que contrastava com a situação da época, a Grande Depressão pós-guerra, aonde milhares de pessoas estavam desempregadas e viviam de ajudas humanitárias. Não é preciso dizer que isso foi uma grande deixa para os recém inimigos, aqueles ex-associados, fiéis à Russell (mas não à Jeová, vale frizar), de aproveitar a situação e levantar críticas e criar um clima de desconfiança entre os irmãos.
Tirou isso a credibilidade de Rutherford?
É interessante que as discussões acerca desse episódio, apesar de todo escárnio feito pelos jornais San Diego Sun e Time Magazine, só ganhou força no fim da década de 30. Rutherford estava definhando lentamente por causa de sua doença, e possivelmente, muitos irmãos o pouparam de se expor. Preferiram esclarecer as coisas internamente, para quem realmente importava, o conselho administrativo e aos irmãos de modo geral.
Mas em 1937 , Walter F. Salter, ex-gerente da filial canadense da Sociedade Torre de Vigia, já tinha feito duras críticas ao uso de Bete-Sarim por Rutherford. Em 1939, Olin R. Moyle, ex-assessor jurídico das Testemunhas de Jeová, publicou nos jornais locais uma carta endereçada a Rutherford, como um dos exemplos de "a diferença entre as acomodações decoradas para você e seus assistentes pessoais, comparados com aquelas fornecidas à alguns de seus irmãos." Entretanto, a Sociedade Torre de Vigia já tinha respondido às críticas de uma forma bastante contundente e óbvia: Em 02 de maio de 1937 foi publicado na revista "The Golden Age" (atual Despertai!), uma fotocópia de uma carta de We Van Amburgh, Secretário-Tesoureiro da Sociedade Torre de Vigia, afirmando categoricamente:
"Nem um centavo dos fundos da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados entraram na construção da casa em San Diego, onde o Juiz Rutherford faz o seu trabalho de inverno. Foi um presente de amigos. Eu não sabia da existência da casa até que eu li dela em "A Idade de Ouro". Nem um centavo dos fundos da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados entrou na compra dos carros Cadillac utilizados por Rutherford, em San Diego e Brooklyn. Eles foram presentes de amigos."

Finalmente, este conceito foi completamente ajustado em 1950, quando estudos adicionais das Escrituras indicaram que esses antepassados terrestres de Jesus Cristo serão ressuscitados depois do Armagedom. — Veja “A Sentinela” de agosto de 1951, páginas 119-21.
Desta forma, se resolvia a principal acusação de que Rutherford estava utilizando o dinheiro da Sociedade para usufruto próprio. A casa, mesmo que construída por um objetivo inútil, mas o foi com recursos próprios de amigos pessoais de Rutherford. Embora o mesmo tenha dado à casa a finalidade de receber os “príncipes”, é bem possível que a maioria dos irmãos que construíram a mansão duvidassem disso, e a tenham feito justamente para dar ao “amigo e irmão” uma morte mais confortável. Rutherford estava num deplorável estado avançado de pneumonia. Hoje é uma doença horrível, imagina há 80 anos quando não havia recursos na medicina? Se tivermos de acusar alguém, seria a esses amorosos irmãos que decidiram dar um conforto aos últimos dias de vida do seu querido presidente.
Entretanto tem uma coisa que me incomoda. Embora amplamente divulgado nas publicações da década de 30 e 50, atualmente as nossas publicações não faz nenhuma referência a mansão Bete-Sarim. A única menção sobre o assunto é feito apenas no livro Proclamadores do Reino, na página 76, livro este que deveria contar essa história com detalhes, mas apenas traz uns três discretos parágros: “Alguns anos após a morte do irmão Rutherford, a diretoria da Sociedade Torre de Vigia decidiu vender Bete-Sarim. Porquê? "The Watchtower" de 15 de Dezembro de 1947 explicava: "Havia cumprido plenamente seu objetivo e agora só servia como monumento bastante dispendioso de manter.”
Fico frustrado porque serve de instigação a apóstatas. Muitos irmãos sequer souberam o que foi a Bete-Sarim, e possivelmente, se fossem abordados por algum morador, negaria com convicção fortalecendo a idéia de que muitos irmãos servem a Jeová mas são “enganados” pelos seus líderes quanto a história da organização no passado. É algo que vai mudar sua fé? É algo que fará você abandonar a Organização de Jeová? Claro que não! Mas é sempre bom estarmos complemente informados acerca de tudo que permeia nossa vida espiritual. Mas enfim, a partir de agora, por meio do “DESCONSTRUINDO” você conheceu a história e saberá se defender se um dia for confrontado por algum incauto.






E por fim, um dos melhores finais de episódio, daqueles que você termina puto da vida, com cara de tosco, esperando ansiosamente o que vai acontecer depois. Para começar o encontro entre Jack - e Hurley, Sun e Lapidus - e Locke na ilha foi muito tenso. Muitos detestam Jack, e nesse episódio, coitado, ele foi reduzido a nada, mas para mim ele será sempre O líder e sua importância não pode ser desmerecida. E finalmente, a melhor de todas, na realidade alternativa Desmond no estacionamento da escola observando Locke. Gostei de ver o Ben, chato como sempre, questionando Desmond, mas achei sem sentido que ele não tenha reconhecido o maior líder dos "Outros". Quando você pensa que ele vai descer do carro para tentar conversar com Locke, o cara engatinha a marcha, acelera e passa por cima do cara. Noooooossa, vibrei. LOST voltou!!! A questão é: Desmond tentou matar Locke porque lembrou que Locke tentou matá-lo na ilha ou porque sabe que ele será "hospedeiro" de um homem do mal? Ou a idéia era despertar Locke? Enfim coisas que ficaram na ansiedade por uma semana até o próximo episódio.

