"Não se deve achar em ti alguém que...
procure presságios...
Pois todo aquele que faz tais coisas
é algo detestável para Jeová..."
- Deuteronômio 18:10-13
Depois que Madonna se declarou seguidora da Cabala (ou Kabalah), várias celebridades resolveram segui-la e de repente a chamada sabedoria milenar judaica vem sendo exaltada como a grande novidade religiosa. Ser uma cultura milenar não quer dizer grande coisa, apenas que uma bobagem vem sendo propagada a milhares de anos. Mas o que é a Cabala? Nasceu realmente entre os judeus? Então é algo que os judeus praticavam como algo correto ou havia dissidências?
Antes de tudo vale relembrar algumas coisas. A nação de Israel nasceu da descendência de Abraão, cujo pacto com o Deus Jeová, a transformou numa nação grande, forte e respeitada. Embora a adoração a Jeová fosse o centro de tudo, com o passar do tempo, principalmente após a divisão do reino em 12 tribos e dois reinos, muitos judeus passaram a se dedicar a outros tipos de filosofias e crendices contrários a Lei de Deus, que o levou a dar diversas advertências como a mencionada no texto citado acima.
A maior delas, com certeza foi a adoração à Baal, principalmente porque os reis do reino de 10 tribos o adoravam, mas o judeus recebiam influências de várias outras crenças, principalmente quando Babilônia se tornou uma poderosa nação. Após a divisão dos reinos, Judá, e consequentemente Jerusalém, de onde surgiu o judaísmo, lutou para impedir que crendices como a Cabala, dominasse a Lei de Jeová.
Formas iniciais de misticismos já tinham sido inseridas na cultura judaica desde os anos 1000 AEC, mas foi somente sob o domínio grego, que muitas destas crenças ganharam força ao se misturar à filosofias agnósticas sob o imperador Alexandre, o Grande. Embora digam que a Cabala seja uma doutrina milenar (como se fosse atestado de ser infalível), em comparação com a história do povo judeu, ela é uma doutrina “recente”. Segundo o respeitado historiador judeu Flávio Josefo, doutrinas místicas como a Cabala surgiu entre os judeus possivelmente após a conquista de Jerusalém pela Grécia em 332 AEC.
A Cabala que significa “recepção” consiste em buscar a Deus por meio de um conjunto de letras, palavras, números e alguns acentos ocultos dentro das Escrituras Hebraicas, que segundo estes sábios, escondem os segredos de Deus. A Cabala ensina como descobrir estes segredos ocultos por meio de métodos de interpretação e meditação. Uma grande bobagem.
A Cabala, assim como vários outros ensinos místicos inseridos por judeus hereges, formaram o câncer que culminou na rejeição daquela nação por Jeová. Só para se ter idéia, a Cabala vai até o ponto de ensinar sobre a reencarnação, que até então era considerado ensino repugnante, mas acabou se tornando popular por meio dos Saduceus. Hoje é amplamente defendida pelo judaísmo atual.
Pra começar, Jeová sempre observou e alertou a nação de Israel quanto à introdução destas crenças místicas em seu meio. Exortações como encontramos em Deuteronômio 18:10-13 são comuns em toda as Escrituras Hebraicas. Portanto qualquer prática de presságio, mediunidade, espiritismo ou de origem pagã é totalmente rechaçada pelo Deus do antigo Israel.
Segundo, Jeová é um Deus Todo Poderoso, cuja sabedoria é inescrutável para suas criaturas. (Isaias 55:8,9; Romanos 11:33) No entanto, aquilo que a nós é dado saber, Jeová se permitiu ser conhecido por meio das Escrituras. Não existe mistério ou segredos ocultos dentro do Pentateuco ou qualquer outro inscrito sagrado do cânon hebraico. (Salmo 19:1,2; Provérbios 1:7). De fato, no primeiro século um apóstolo judeu seguidor do judeu mais importante que pisou nesta terra, Jesus Cristo, transcreveu suas palavras, quando disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo” (João 17:3). De onde buscamos este conhecimento?
A Bíblia está cheia de segredos, maravilhas, promessas de um futuro feliz e de como podemos conhecer verdadeiramente a Jeová. Mas eles não estam ocultos em palavras ou recitais de códigos de meditação. Mas está bem diante dos nossos olhos. Basta ler, meditar e seguir. – Provérbios 2:1-5; compare com Deuteronômio 17:18, 19.












