segunda-feira, 25 de maio de 2015

ÊXODO DE ISRAEL DO EGITO: HISTÓRIA OU LENDA?




Durante séculos as narrativas das Escrituras Sagradas, especialmente do Antigo Testamento, são alvos de ataques ferozes de historiadores. Com a falta da informações de período em que ocorreram a libertação de Israel do Egito, muitos argumentam que eles devem ser interpretados mais pela fé do que pela razão.  

Com o lançamento do filme Êxodo: Deuses e Reis, que por sinal já comentamos aqui no blog, algumas críticas vieram novamente à tona. Uma delas refuta a Bíblia por argumentar que não existem registros egípcios sobre a escravidão e posterior libertação de Israel e que as Escrituras, por sua vez, não registram o período e nem o nome do Faraó que lidou com Moisés. 

O assunto é complicado mas vou tentar explicar de uma forma fácil para que vocês possam ter o mínimo de informação sobre o assunto. As informações abaixo estão no Estudo Perspicaz sob o verbete ISRAEL e EGITO.


QUEM ERA O FARAÓ NO PERÍODO DA ESCRAVIDÃO?

O primeiro capítulo de Êxodo diz apenas "que surgiu um novo rei no Egito que não conhecia José" e que ele foi responsável por iniciar a escravização do povo hebreu. No versículo 11 menciona que os hebreus tinha sido escravizados para construir a cidade Pitom e Ramses. 

Como foi descoberta um registro do faraó Ramsés II declarando a intenção de criar uma cidade com seu nome e usando trabalho escravo, muitos historiadores judeus atribuíram a ele o faraó que lidou com Moisés e Arão. Contudo fazer essa afirmação é imprudente. 

Pra começar muitos faraós utilizaram o nome Ramsés. Já nos dias de José, possivelmente séculos antes de Moisés, já existia uma cidade chamada Ramessés, de modo que não é possível afirmar que a cidade de Ramsés, ou Ramessés, que Êxodo 12:37 cita como ponto de partida do êxodo, seja a mesma cidade construída posteriormente por Ramsés II. Além disso o registro de Êxodo diz que o faraó morreu ao tentar perseguir os israelitas no mar vermelho, sendo assim, como explicar isso com o fato da múmia de Ramsés II ter sido encontrada numa das pirâmides do Egito?

Mesmo que a Bíblia informe que 40 anos depois da libertação, Israel conquistou Canaã, ainda assim seria imprudente estabelecer uma época específica. Afirmar que o faraó foi Ramsés II, e que ele foi primo ou irmãos de criação é um dos principais motivos que levam muitos historiadores a atacar a bíblia por causa do contexto histórico encontrado. 

Quem foi então o faraó que lidou com o povo de Deus? A resposta pra essa pergunta  é que a Bíblia não diz e fim.



Múmia de Ramsés II que muitos atribuem ser o faraó que lidou com Moisés. 

REGISTROS EGÍPCIOS NÃO MENCIONAM ISRAEL

Alguns acreditam que os hebreus poderiam ser os habirus mencionados pelo faraó Akhenaton da 18ª dinastia no que foi chamado de Tabuinhas de Amarna, encontrado próximo do Cairo, onde apresentam reclamações das nações aliadas sobre as  incursões e depredações causados por eles. Inclusive atribuem o termo Hebreu como originado do termo Habiru. 

O Estudo Perspicaz explica que isso não seria possível pois  os relatos das tabuinhas mostram que os habirus eram simplesmente incursores, às vezes aliados com certos governantes cananeus. Como os cananeus eram inimigos do povo de Jeová, isso descarta os hebreus. Além disso umas das cidades atacadas pelos habirus era Biblos, bem ao norte, distante, das cidades cananeias alvo dos israelitas.

Realmente os registros não mencionam Israel. Uma teoria para explicar isso é que os egípcios não tinham por tradição relatar seus reveses, apenas as vitórias e conquistas. Como o êxodo de Israel foi uma das derrotas mais vergonhosas e humilhantes sofridas pelo Egito, é razoável imaginar que eles deliberadamente omitiram. 


NÃO ERA DA CULTURA EGÍPCIA FAZER ESCRAVOS

O Egito foi um império que durou quase três milênios. É muito difícil atribuir um padrão para um povo durante todo esse tempo. Cada dinastia egípcia possuía suas particularidades. 

Para citar um exemplo, os egípcios eram normalmente politeístas, ou seja, adoravam vários deuses. Porém o faraó Akhaenaton era monoteísta e durante seu reinado, que durou dezessete anos, ele obrigou o Egito a adorar apenas o seu deus Athon punindo com a morte que o não fizesse. 

De modo similar, não haver registros de que os egípcios fossem escravocratas não significa que alguns não tenham usado esse método em algum período da história do Egito. O próprio faraó Ramsés II registrou seu desejo de construir uma cidade com seu nome usando trabalho escravo. Desta forma não é nenhum absurdo ou erro histórico o registro bíblico sobre a escravidão dos israelitas.

Não há registros na bíblia de que o povo de Israel foi responsável pela construção de pirâmides.


AS PIRÂMIDES FORAM CONSTRUÍDAS POR ISRAEL?

Antes de tudo vale informar que a construção das pirâmides é ainda o maior mistério que circunda historiadores e arqueólogos. Existem várias teorias mas nenhum fato comprovado. Ufólogos, inclusive, atribuem sua construção à extraterrestres devido a complexidade de sua arquitetura para àquela época.  Não é à toa que ela é uma das sete maravilhas do mundo antigo. 

Porém, em nenhum momento a Bíblia diz que os israelitas construíram pirâmides! Isso foi obra dos roteiros dos filmes de Hollywood. 

O livro de Êxodo deixa bem claro que os israelitas foram escravizados para construir a cidade de Pitom e Ramsés, que sequer eram consideradas cidades principais do Egito, embora ficasse próxima a capital devido a facilidade que Moisés e Arão tinha de se encontrar com o faraó. O êxodo ocorreu entre as 17ª e 19ª dinastia, e neste período, as grandes pirâmides do Egito já haviam sido construídas séculos antes.



RESUMO DA OBRA

A Bíblia não tem por objetivo ser um livro de história e realmente ela não menciona qual foi o faraó e sequer quando ocorreu a escravidão e a consequente libertação do Egito. O fato dela não ser precisa quanto ao tempo não significa que ela seja uma lenda. Acreditamos que ela é inspirada por Deus e proveitosa e para os que tem fé, isso já é suficiente. (2 Tim 3:16)

A permanência de Israel no Egito ficou gravada na memória da nação, e sua libertação daquela terra foi registrada por escrito e contada de geração a geração como uma vívida lembrança divindade  e poder de Jeová. Fragmentos desses registros foram encontrados e atestados por historiadores de sua autenticidade, como o fragmento do livro de Levítico (foto) datado do século VII a.C. 

Essa experiência ficou registrada nas Leis dada por Moisés séculos depois e se tornou base para uma das religiões mais históricas que existiu, o judaísmo, celebradas em festividades, cânticos e ritos até os dias atuais.

Portanto para nós que cremos na Bíblia ela existiu, e serve de exemplo e fortalece nossa fé até os dias de hoje. E isso é o que conta!


3 comentários:

  1. Irmão André, há relatos históricos sim sobre quem era o Faraó do período do Êxodo. Ao invés desse filme que colocou na foto, que é um filme tolo e sem conteúdo, sugiro que assista ao documentário de James Cameron. Paz e Bem. Que Jeová te abençoe e vamos continuar em busca da Verdade.

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  2. Não sou TJ, e achei sem querer este blog. Só gostaria de saber quais informações vocês tem a respeito do Escravo Fiel, vocês sabem quem são, o que fazem, de onde vieram? Grato.

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