sábado, 30 de agosto de 2014

A VERDADE SOBRE O CASO ASHYA KING



E as Testemunhas de Jeová, mais uma vez, se tornam alvo de noticias por conta de sua posição relativo a tratamento médico. Tem se noticiado em todo mundo a fuga do casal Brett e Naghmenh, que tiraram seu filho Ashya, de 8 anos, do hospital de Southampton, na Inglaterra, com destino à Marbella, na Espanha. Como é de costume logo associaram a fuga à recusa das Testemunhas de Jeová em se submeter à transfusão de sangue e criaram um celeuma para difamar a religião. 



Os jornais ingleses destacam o amor dos pais por Ashya
e que eles estavam sempre presentes no
hospital desde o diagnóstico de câncer. 


A atitude dos pais de Ashya, foi uma atitude desesperada, mas não tem nenhuma relação com religião ou com transfusão de sangue. Ao contrário dos jornais brasileiros que se limitaram a criar pequenas notas sem dar grandes destaques à notícia, a fuga tem muito mais a ver com o desespero dos pais ao saber que seu filho havia sido desenganado pelos médicos britânicos. O jornal britânico Daily Mail deu ampla notícia o qual vale esclarecer vários pontos.


A fuga dos pais de Ashya não tem nenhuma relação com religião 
e nem com transfusão de sangue. São dois pais desesperados em busca de um tratamento médico para seu filho.


Ashya tem um glioma, um tumor maligno no cérebro diagnosticado quando ele tinha apenas 5 anos. Segundo o oncologista Karol Sicora, da Partner Cancer UK, o glioma é um tipo raro de tumor cerebral, cujo tratamento costuma ser agressivo para suas vítimas, que na maioria, levam ao óbito. No caso de crianças, então, o tratamento chega a ser desumano. O que teria acontecido, segundo um amigo do casal, em entrevista ao The Mirror, é que os médicos ingleses diante da situação teriam aconselhado os pais de Ashya a optar pela morte humanizada, quando se suspendem o tratamento médico e apenas se administram soros e sedativos até que o paciente venha a falecer. 


Naveed, irmão mais velho de Ashya.



Diante do desespero, o casal teria tomado a decisão de viajar à Espanha onde, supostamente, haveria tratamento mais adequado para o filho, sem levar em consideração os perigos e os riscos do transporte do garoto. Uma atitude desesperada de pais que queriam apenas salvar seu filho.

Ironicamente, os jornais britânicos, que costumam ser sensacionalistas, desabonaram as Testemunhas de Jeová de qualquer responsabilidade sobre o caso.  Inclusive, na matéria do Daily Mail, há entrevistas dos familiares (também Testemunhas de Jeová) e do representante do Escritório naquela região e a seguinte nota:



"O casal são as Testemunhas de Jeová e a decisão de levar o seu filho sem a aprovação dos médicos levantaram questões sobre se eles estavam tentando evitar uma transfusão de sangue, que sua fé rejeita. Mas um porta-voz do Escritório de Informação Pública das Testemunhas de Jeová disse que não havia "absolutamente nenhuma indicação" sua mudança foi motivada pela religião."

Fonte: Daily Mail.


Portanto, esperemos que os irmãos Brett e Naghmenh não tenham feito isso no desespero e que tenha tido a ajuda de amigos da área da saúde, e que possam estar auxiliando o garoto. Se não, espero que Jeová os ilumine e que voltem à Inglaterra e que entreguem tudo nas mãos daquele que pode trazer conforto e o pequeno Ashya de volta à vida quando finalmente o mundo estiver livre de doenças e da morte. - Rev. 21:4

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PS:  A polícia da Espanha anunciou neste sábado ter localizado no sul do país um menino britânico de 5 anos com um tumor cerebral, e ter preso seus pais, que o haviam retirado do hospital sem a autorização dos médicos e fugido. Após dois dias de buscas na Grã-Bretanha, França e Espanha, o menino Ashya King, retirado na última quinta-feira de um hospital de Southampton por seus pais, testemunhas de Jeová, foi encontrado, no sul da Espanha. "Localizado em um hotel a 3km de Vélez Málaga e já internado em um hospital o menino Ashya King. Presos seus pais", informou a Polícia Nacional às 23H09, em sua conta no Twitter.

2 comentários:

  1. A história Ashya King tomou outra reviravolta surpreendente, relatando que Brett King permitiria que seu filho a ter uma transfusão de sangue, se sua vida estivesse em jogo.

    "Eu sou uma Testemunha de Jeová, mas eu sou um pai primeiro - e eu faria qualquer coisa por meu filho", Brett, 51 anos, disse ao jornal.

    "Se uma criança precisa de tratamento que deve dar-lhes o tratamento. Não é para que os pais dizem. Nós só queremos o melhor para Ashya ".

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  2. Cade, pelo comentario eu só vi ele falar em "tratamento".

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