sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

UMA ESTACA CHAMADA SERVIÇO DE CAMPO!?





 “Se alguém quer vir após mim, 
repudie-se a si mesmo e apanhe 
a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente"
- Marcos 8:34


Se há um grupo que eu admiro muito são os pioneiros regulares. Taí um grupo de abnegadas irmãs que chova ou faça sol, estão lá pregando e levando o nome de Jeová a todas as pessoas do território. Costumam taxá-las de irmãs fofoqueiras, que gostam de se meter na vida dos irmãos da congregação, mas eu defendo-as sempre. Elas podem!

Digo isso porque para mim uma das maiores dificuldades em servir a Jeová era ir ao Serviço de Campo. Não que falar de nosso Deus fosse ruim, sempre fui bom de lábia, mas era totalmente constrangedor quando trabalhava todos os finais de semana no mesmo território, na mesma rua, nas mesmas casas e batíamos nas portas de pessoas que já estavam cansadas de ver nossa cara. O famoso Território constantemente trabalhado.

Ía ao campo forçado. Forçado por mim mesmo, que via nisso uma luta, um verdadeiro sacrifício de louvor a Jeová. Mas admito; fazia parte do Trem das 10. Ia ao campo, pregava - e tomava porta na cara - normalmente até as 10 horas. Depois deste horário, colava com outro irmão ou uma pioneira e partia pra acompanhar algum estudo bíblico ou fazer revisitas. 




Curiosamente uma das coisas que muitos irmãos evitavam no Serviço de Campo, eu amava: falar com evangélicos. Era muito mais legal do que falar com católicos. Enquanto estes últimos possui uma fé relativa e odiava o fato da Bíblia não ser assim tão essencial na fé deles, com evangélicos era diferente. Pra começar eu tinha o know-how de ter sido evangélico por quase 10 anos. Conhecia os vícios, as desculpas, as estruturas das igrejas - não cometia o erro de tratar todas iguais, e muitos irmãos não sabem como isso é importante para palestrar com um evangélico - então era mais fácil. Debatia com conhecimento. E gostava de debater mesmo, ao ponto de certo ancião me proibir disso. Com os católicos, contudo, era mais do mesmo. Eu fazia revisitas de dois padres missionários. Eles aceitavam minha visita, concordava com tudo que eu dizia, ficava com publicações, contribuiam com elas, mas no fim, não queriam nada com nada. Acho que só mesmo conhecer como eram as Testemunhas de Jeová. Quando percebi isso, transferi a revisita para umas pioneiras, e logo os padres desistiram - acho que eles queriam era outra coisa! (sic)

Em compensação eu amava pregar no interior. Toda vez que a congregação fazia arranjos para se pregar em territórios isolados era uma festa. Normalmente íamos para alguma cidade próxima a rios ou cachoeiras. Pregávamos pela manhã, terminávamos em torno de meio dia a uma hora, almoçávamos e depois íamos para um rio ou a uma praia. Era divertido. Tenho ótimas lembranças dessa época. 

Hoje observo que o Campo não é mais motivador como era antes. Vejo os irmãos pregando na minha rua e todos - exceto algumas irmãs pioneiras - com cara de tédio, como apenas estivessem cumprindo uma rotina cristã. Um sacrifício! 




Sinto falta disso! Sinto falta dos estudos bíblicos. Dos estudantes progredindo - sim, tive 3 estudantes que se batizaram. Junior, Erick e Reginaldo. Salvo Junior que hoje é servo ministerial, os outros seguem aos trancos e barrancos, mas seguem na Organização de Jeová. E sinto orgulho de ter participado nisso.

E você que está desassociado? O que acha do Serviço de Campo?  Se acha que é uma estaca a ser carregada, o que pretende fazer para melhorar isso quando retornar? 

6 comentários:

  1. Filho de uma santa, vc acha que é especial mesmo. Queria poder estudar essa sua mente perturbada, não como um psicólogo, mas como um médico legista... iria abrir seu crânio com marretadas... meu sonho!!!! XD

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  2. Isto foi dito por alguém que se diz cristão; pena que nem todos são. (Mat. 7:22, 23)

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  3. Não diria uma estaca a ser carregada.
    É óbvio que nenhum de nós essencialmente quer um trabalho em quê na maioria das vezes não vai ser aceito, tem de enfrentar sol e chuva, lidar com apatia, etc etc, mas o importante está no objetivo... Quando estudamos a bíblia com afinco, vemos as maravilhas que Jeová preparou para nós e deseja que compartilhemos tudo isso, nos sentimos ansiosos no coração de ajudar outras pessoas. O serviço de campo é desafiador, tem seus altos e baixos mas uma coisa é certa: Poderemos ir meio que forçado, cabisbaixo, sem forças para o serviço de campo? SIM! mas NUNCA! nunca voltamos dessa forma, ao final do serviço temos a sensação de termos feito a coisa certa, de missão cumprida e mesmo nos dias em que estamos tristes, voltamos melhores pois visitamos e ajudamos pessoas em situações piores que a nossa. Caramba, isso é uma das coisas que mais me dão saudade, quando vejo os irmãos nas ruas, alegres (e as vezes nem tão) me faz refletir o quanto estou perdendo nesses meses sem atividades.. Com certeza, não há nada melhor do que ser uma Testemunha de Jeová e eu quero voltar a pregar (mesmo com os inúmeros desafios), fazer meus estudos, resenhar com meus irmãos durante e após o serviço, fazer revisitas, etc etc

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  4. Ti tem verdadeiros sentimentos e isso é bastante explícito. Ele cometeu erros e está no processo de mudanças e amadurecimento; já autor deste blog é um ser digno de pena porque tenta passar emoção, mas não sinto nada ao ler seus textos, só compaixão porque André Lago está, além de prejudicar várias pessoas, se enganando, acreditando que está fazendo a coisa correta ao abordar temas bíblicos e doutrinários da TJ de forma irresponsável. Tenho mais pena ainda pela sua falta de coragem de aceitar críticas sinceras. André, continue vivendo na sua Matrix.
    Obs: conheço muitos casos iguais ao de André, visto que começa como "ouvidor" depois se considerará um Messias, ou seja, a "segunda vinda" de Jesus Cristo. Aos 40 anos, deveria ter ao menos um indício de maturidade, mas é apenas a sua idade cronológica

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  5. kkkk Tratando-se de padres sempre devemos suspeitar mesmo. rsrs

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