domingo, 25 de setembro de 2011

MINHA MÃE E O DESCANSO DE DEUS!

Hoje - ontem para quem já teve reunião - é um daqueles dias tensos para nós, desassociados. Metade do estudo "Você entrou no descanso de Deus?" é dedicado a nós, ou melhor, a nossos pais. Preparando a reunião, não podia deixar de pensar na minha mãe.  Graças a Jeová, não estou morando com ela, e por isso, assistindo reunião junto dela. Seria constrangedor.

Na minha congregação anterior havia três desassociados. Apenas eu assistia reunião grudado na minha mãe. Sempre ficava intrigado o fato de um deles, apesar de morar na mesma casa, chegar sempre depois e se sentar no fundo do salão, enquanto a família dele ficava lá na frente. Talvez fosse coincidência, ou talvez fosse orientação de alguém, mas minha mãe nunca abriu mão de que eu sentasse ao lado dela. E talvez por isso mesmo, sempre tivesse dificuldades de assistir as reuniões quando ela não ia.

O princípio utilizado na revista, citando as mortes de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, são válidos, mas ainda assim pungentes e simplistas para comparar com situações muito mais complexas que ocorre hoje em dia com pais que lidam com filhos desassociados.

Bem, não quero parecer rebelde. Aliás, não quero ser rebelde. Tenho minha visão pessoal de algumas coisas, mas assim como diz o texto de Provérbio 4:18, estou esperando em Jeová que a vereda clareie mais e mais até que um dia eu possa estar completamente convencido de todas as regras que envolve hoje a desassociação. Eu apenas tento me colocar no lugar dos pais, ou de minha mãe em especial, quando o fato dela se preocupar comigo como filho, antes de tudo, seja considerado uma rebeldia ou "tendencia de um coração imperfeito ávido por se rebelar contra os conselhos bíblicos."

11 comentários:

  1. WASHINGTON disse: Nos paragrafos 12 em diante do estudo de hoje, aborda o aspecto de como os pais devem lidar com filhos desassociados..

    O irmão que dirige a sentinela aqui acha(Veja ele acha) que os pais não devem ter nenhum contato com um filho desassociado. Nem cumprimentar. Já falou isso da tribuna inclusive. Eu moro na casa em cima dos meus pais e desde que fui desassociado não tenho uma associação com eles. Nunca mais tivemos nosso almoço em família, churrascos, nem meu pai nunca assistiu aqui comigo uma partida de futebol, coisas que antes eram comuns.

    Porém, se eu entro na casa de meus pais para ver como estão, ou quando meus pais vem na minha casa para falar com minha esposa ou ver minha filha, para ele isso é associação desnecessária.

    O artigo deixa claro porém, que associar-se regularmente é que seria errado, ou seja Jeová não condenará um contato entre pais e filhos, desde que, não haja um convívio social exagerado. O artigo ainda destaca que o filho decidiu abandonar a Jeová. Ou seja, caiu no mundo e provavelmente leva uma vida contraria as normas de Jeová.

    O que não é o caso da maioria dos desasociados. A grande maioria como os aqui visitantes estão lutando para voltar, o que certamente merece uma consideração.

    Sei que logo mais eu e outros irmão que estão lá na mesma situação ficaremos um pouco constrangidos com os comentários dele sobre o assunto, bem como os nossos pais, mas apesar disso, sei que Jeová está me apoiando e por Ele estarei na reunião para o adorar e louvar.

    É uma pena que ainda existam irmãos querendo ser mais justos do que Jeová!

    Mas, não podemos desistir por causa destes!

    Só queria desabafar!

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  2. por que na maioria das vezes sinto que jeová não houve minhas orações,principalmente quando cometo erros.não tenho absolutamnete ninguem pra me apoiar mas quando sinto que jeova não houve minhas orações e um desespero muito grande.

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  3. Bom, vamos lá. Tanto os parágrafos envolvendo essa questão, como a nota de rodapé indicando o livro Amor de Deus, foram bem claros:

    Há 2 tipos de situações: Filhos ADULTOS desassociados que moram em OUTRA casa e filhos ADULTOS desassociados que moram na MESMA casa.

    Quando o filho é adulto é mora na mesma casa, existe uma convivência normal. Os laços familiares não são rompidos. Porém, a família não se envolve ESPIRITUALMENTE com esse filho nessa situação, isto é, ele não participa da adoração em família nem é conversado com ele assuntos teocráticos. Ou seja, convivência familiar CONTINUA.

    Quando o filho é adulto é mora em outra casa, o contato é feito para assuntos familiares necessários (o que se enquadra nisso? Que cada um de nós use de discernimento).

    Uma terceira situação é quando o filho desassociado é menor de idade. Nesse caso, os pais continuam a dar estudo bíblico para este filho, visto que estão sob sua responsabilidade.

    Infelizmente, muitos vão além das coisas escritas. Alguns, nem leram a nota que falava sobre o livro amor de Deus. No seu caso Washinton, o contato poderia nem ser cortado como foi, visto que moram na mesma casa, porém, devemos levar em conta a consciência de cada um.

    A desassociação não é fácil. É uma luta para voltar. Mas, continuem orando e vigiando, e em breve estarão de volta associados novamente.

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  4. no estudo de ontem o dirigente pegou mais leve. é que da ultima vez alguns irmãos sentiram-se constrangidos pelos pais que tem filhos desassociados por causa da forma que o dirigente se dirigiu a eles.

    Ouvi dizer que um outro ancião falou com ele para ser mais bondoso ao abordar o assunto e não impor questões pessoais.

    Ontem ele até disse que não é errado os pais falarem com o filho e que os assuntos familiares não cabe a ninguem determinar o que são.

    Pegou leve, ainda bem.

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  5. Admito que por não ter o livro citado na revista, não pude reler melhor o parágrafo que falava sobre este assunto.

    Minha irmã, pelo MSN, me esclareceu melhor algumas coisas.

    Mas ainda assim, me preocupo com as profetadas, e pessoas que gostam de ir além das coisas escritas e criam regras que acabam se tornando comuns.

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  6. O "se preocupar" de um pai ou mãe de desassociado não é desconsiderado por Jeová, nem pela sua organização, afinal como Pai amoroso, Jeová aguarda seus "filhos pródigos" cairem em si. O que se toca nas orientações (e alguns não querem entender) é que para aqueles que não moram na mesma casa, não deve-se ficar criando desculpas para ter contato não necessário. Inclusive, aqueles que buscam "novas luzes" que lhe agradem nesse assunto sequer perceberam que nesse artigo o Escravo não foi taxativo em dizer o que é e o que não é motivo válido, apenas levantou perguntas para fazer os familiares pensar sinceramente se estão sendo obedientes a Jeová ou se estão sendo parciais na lealdade quando o assunto lhes toca em especial.

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  7. André, vc tem o Watchtower Library? O livro Amor de Deus pode ser encontrado lá. Eu acho, rsrs

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  8. Rapaz é como eu digo, Jeová nosso verdadeiro Deus é justo, mas não podemos esquecer que sua principal qualidade é o amor. Deus é amor.

    Jamais vou ir contra as orientações do escravo fiel, senão seria melhor nem voltar. Se eu tivesse dúvida sobre a verdade, não estaria me esforçando para voltar nesses um ano e meio sem faltar uma reunião e mantendo uma conduta correta.

    A questão é que como dito o artigo não cria regras do que seria assuntos familiares, mas alguns irmãos as criam.

    Por exemplo, um irmão comentou que só se o filho estiver doente pode ser visitado pelos pais. Onde estava escrito isso?

    Tenho duas irmãs que moram em outra cidade, uma pioneira regular casada com ancião, outra pioneira especial com o marido. Nestes um ano e um mês que estou desassociado estiveram aqui na casa da minha mãe umas três vezes.

    Ao cruzar com elas no quintal, não fui nem cumprimentado, tipo oi ou bom dia. Num certo dia, minha esposa não estava em casa e fui atender o telefone (evito atender pois geralmente são irmãos e alguns mal informados desligam quando ouvem minha voz) era minha irmã, e o que ela fez? Desligou!

    A questão é: Será que ela não sabe que não seria pecado falar: Oi a sua esposa está? Pede pra me ligar...

    Amo minhas irmãs e meus cunhados, mas acho um exagero a atitude deles. Não há nada que apóie uma atitude tão dura.

    Porém quero voltar por Jeová. Posso dizer de coração que o fato das minhas irmãs agirem assim não me ajuda em nada, muito pelo contrário, se fosse por elas já teria desistido. Me sinto um cachorro sendo tratado assim, mas sei que não é o que Jeová pensa.

    A verdae é que hoje eu sei como é duro estar desassociado. Jamais tratarei um desassociado que estás dando passo para voltar, como fui tratado algumas vezes.

    A orientação é não associar-se com os desassociados, mas infelizmente alguns exageram!

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  9. Certamente. Washington às vezes alguns irmãos são tão duros com a gente. Alguns certamente não contribuem em nada para voltarmos, mas para aumentar nosso desânimo, mas deixo bem claro em oração que só faço isto (ir para as reuniões) para agradar a Jeová e não a mais ninguém. Já disse algumas vezes atrás, alguns não suportariam a disciplina pela qual estamos passando, não desejo do fundo do coração que passem, mas peço a Jeová que perdoe suas atitudes impensadas de alguns irmãos. Somente o amor a Jeová faz com que nos submetamos a tal procedimento. Mas a nossa condição também ensina os que lá estão, que se faltarem com Jeová terão o mesmo destino (desassociação), nunca imagei que seria tão difícil a condição de desassociado, mas cada reunião assistida é uma vitória para mim, não sei até quando aguentarei, mas estou indo.A desassociação também nos ensina a ser humilde, faz agente lembrar como eramos antes de sermos desassociados. Estou agora com 05 meses assistindo as reuniões e para mim já é uma vitória pois nunca imagei que após desesseis anos desassociado pudesse voltar a assistir alguma reunião. Força irmão as suas irmãs estão sendo fiés a Jeová, e voçê não deseja que elas sejam desassociadas ? Tenha certeza que elas lhe ama muito. Você em breve poderá abraça-las e dizer o quanto foi duro a desassociação, mas voçê está de volta a casa do nosso Verdadeiro Deus Jeová.

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  10. Peter... vc Já viu esta matéria da veja? (http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/o-profeta-digital) Abrçs

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  11. Desde que fui desassociada, fui sozinha nas reuniões mas o que é incrível foi trazer meu pai inativo para o salão, não estou no mal caminho e já faz 8 meses,disseram que logo, bem a frente vão conversar comigo........

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