quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"SONDA-ME Ó DEUS" OU "DÁ UMA FUGIDINHA COM VOCÊ?"

Hoje ouvi uma irmã conversando com a minha irmã carnal na sala e comecei a pensar numa coisa interessante. A capacidade de alguns irmãos de seguirem paradigmas ou clichês sem ter uma base sólida, ou ao menos, tentar raciocinar um pouco mais nas questões circunstanciais.

Estavam conversando e numa rádio que ela sintonizou começou a passa uma canção da Aline Barros baseada no Salmo 139:23, que por sinal é muito linda. Minha irmã, de logo mudou a rádio, afinal, claro, cristão não pode ouvir música gospel! Ai na outra estação estava passando um pagode do Exaltassamba, que possui um refrão de duplo sentido, que todo mundo deve conhecer.

Na hora ri, não resisti e perguntei a minha irmã: cantar "Sonda-me ò Deus, conheces meu coração e cuida dos meus pensamentos. Vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno", que nada mais é do que uma transliteração do Salmo 139, não pode. Mas cantar, "Hoje eu quero dar uma fugidinha com você", pode.

Eu não sou fã de músicas religiosas e tampouco sou advogado da Aline Barros, que particularmente acho muito chatinha, mas curto algumas bandas de rock gospel como "Catedral" e "Rosa de Saron", para citar dois exemplos. Se você parar para ouvir qualquer música deles verá que elas primam pela impessoabilidade, ou seja, geralmente são superficiais com letras que beiram o auto-ajuda ou simplesmente são ambíguas, aonde você pode aplicar também para uma namorada(o) ou a uma pessoa. Entretanto, mesmo que suas letras fossem explícitamente religiosas, qual problema de se ouvir, desde que ela não fira seus princípios cristãos? 

Nem toda música gospel fala de assuntos que violam o conhecimento bíblico que temos. Muitas delas são apenas canções de louvor, que lembram muito os textos que conhecemos em Salmos ou Eclesiastes. A música gospel de hoje é embalada, principalmente, por letras de auto-ajuda ou de incentivo, como aquela música do Zaqueu, que ficou tocando exaustivamente nas rádios e TV seculares. Entretanto muitos sequer ouviam a música do Zaqueu, porque cristão não pode ouvir essas coisas. Entretanto, tenho certeza que muitos ouviram, e até dançaram, ao som de "Rebolation" do Parangolé. Agora compare a letras das duas canções e me diga, sinceramente, qual seria mais apropriada para um cristão ouvir?



Como Zaqueu eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra Te ver, olhar para Ti
E chamar Sua atenção para mim

Eu preciso de Ti Senhor
Eu preciso de Ti, oh Pai
Sou pequeno demais
Me dá Tua paz
Largo tudo pra Te seguir
Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter santidade
Quero amar somente a Ti
Porque o Senhor é meu bem maior
Faz um milagre em mim



Alô minha galera, preste atenção:
Rebolation é a nova sensação!
Menino e menina, não fiquem de fora,
Que vai começar o pancadão.
O suingue é bom. Gostoso de mais.
Mulheres na frente. Os homens atrás.
Mão na cabeça que vai começar
O Rebolation, tion. O Rebolation.
O Rebolation, tion, Rebolation.
O Rebolation, tion. O Rebolation
O Rebolation, tion, Rebolation.

É óbvio que não estou querendo incentivar ninguém a ouvir música gospel. Peloamordedeus! Daqui a pouco vão dizer que bastou ser desassociado para ter virado apóstata. Não é nada disso. Eu quero apenas chamar a atenção que muitas vezes seguimos alguns clichês sem perceber que estamos errando de qualquer jeito. As vezes não seguimos o óbvio e o óbvio é justamente aquilo que seguimos.

Portanto, se você não é como a minha mãe que só ouve Cânticos do Reino, porque para ela, qualquer música que não falar de Jeová, não é música, então acho que deveria refazer seus conceitos antes de criticar "Alines Barros" e ficar ouvindo "Ivetes Sangalos".

5 comentários:

  1. Olá... cheguei por acaso ao seu cantinho. Achei curiosa sua colocação e também muito providencial... Meu marido foi TJ por muitos anos, está afastado devido a problemas que teve antes de nos conhecermos. Apesar dele participar esporadicamente, não tem seguido mais com o afinco de antes. Eu sou católica, mas gosto de ouvir gospel em geral, católicos ou não. Evidentemente que sou seletiva, pois apesar de existirem excelentes canções, há outras que não curto muito. Meu marido critica, não gosta, pede para eu abaixar, apesar de que não gosto e não posso ouvir som alto... enfim, ele não suporta, mas ouve muita coisa de duplo sentido e que acho estremamente de mau gosto, alguns chulos mesmo... vai entender né? abraços e gostei muito de ter encontrado o seu post...

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  2. Ouvir musica é de cunho pessoal, ou seja, é uma questão de consciência, mas sinceramente não vejo nenhum problema em ouvir a musica fugidinha. Agora musica gospel pode ser uma armadilha. Por que? Seria um mal testemunho ou apostasia eu cantar uma canção gospel no calor de sua canção a onde prega que Deus é o mesmo Cristo ou a esperança celestial é para todos ou coisa que não são Bíblicas com uniforme de coisa religiosa é realmente uma coisa séria. Cantar louvores tem que ser com respeito e reverencia a nosso criador, alias é uma das mais lindas formas de adoração na qual Deus aprecia. Devemos tomar cuidado com alguns raciocínios que podem nos desfocar da adoração verdadeira.

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  3. Fabio, concordo com você. Mas observe que o meu comentário se referia a uma condenação prévia da música gospel, enquanto se permite ouvir músicas de duplo sentido. Não concorda que acaba sendo incoerente? Nem toda musica gospel fala de "nossa senhora" ou " prega que Deus é o mesmo Cristo", mas ainda assim ouvir musica que fala de "Rebola, rebola, rebola" é melhor do que ouvir "Sonda-me ó Deus"? Melhor ouvir apenas canticos do reino, né?

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  4. André, entendi o seu ponto de vista também sobre o assunto. É muito ruim perceber que muitos irmãos estabelecem certos "padrões" do que pode ou não pode ser feito. Às vezes, parece até que 'coam o mosquito e engolem o camelo'. Porém, há um outro problema no que se refere às músicas gospel. Ouvir músicas evangélicas, mesmo que a letra em si não seja nociva, o caracteriza como alguém integrante da religião ou, ao menos, simpatizante. O mesmo se aplica às músicas do cotidiano que ouvimos. Quando ouvimos músicas que exaltam o sexo ilícito, uso de drogas, etc, muitos argumentam que não há problema nisso, pois ouvem a música somente por ter um bom som, mas sabem que é errado cometer as coisas mencionadas nela. A questão não é cometer em si o que é dito, mas ouvir esse tipo de música o caracteriza como simpatizante de tais coisas. Além disso, sabemos muitas vezes que o objetivo de tais cantores evangélicos não é somente "louvar a Deus", mas também para fins lucrativos. Ouvi-las seria como concordar com tal atitude, contrariando o que aprendemos - (Mat. 10:8). E, como devemos nos mostrar diferentes das demais religiões (já que não somos evangélicos), não ouvir as músicas promovidas por elas nos faz também diferentes.(Isa 52:11). Espero ter contribuído com esse raciocínio. Um abraço, do seu irmão de Nilópolis - RJ.

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  5. meu passado me condena, pois ouvia direto simpaty for the davil do roling stone sem falar no sabbath black sabbath do ozzy, más graças a misericórdia de jeová estou aprendendo a verdade e em breve vou fazer os ajustes necessários para adorá-lo em espírito e verdade,enfim...é difícil largar o velho e bom rock and roll baby!

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