sábado, 15 de janeiro de 2011

MENOS SANGUE, POR FAVOR!

Transfusões de sangue são inúteis. Os médicos aplicam muito mais por uma questão de tradição, do que por embasamento científico. Para nós não há nenhuma novidade nisso. Mas uma médica goiana - que não possui nenhum vínculo com as Testemunhas de Jeová, vale frizar - chamada Ludhmila Abrahão Hajjar, formada pela Universidade de Brasilia e que atualmente medica no InCOR em São Paulo, está criando uma verdadeira revolução na medicina por propagar uma coisa óbvia há tempos, mas que a comunidade médica mundial ainda insiste; que não há necessidade de se aplicar transfusões de sangue em pacientes.





“Não podemos continuar fazendo medicina em 2011 baseados num relato de 1942”, diz Ludhmila à Revista Época.



Segundo Ludhmila, hoje os médicos costumam aplicar transfusões de sangue de modo excessivo e sem utilidade. Na prática, os médicos aplicam transfusões sempre que uma cirurgia vá demorar mais de 3 horas ou em cirúrgias coronárias. Entretanto muitos fazem isso porque "aprenderam na faculdade" à base de uma medida estabelecida em 1942. Na verdade, segundo a reportagem da Revista Época, "A história é antiga. Em 1934, o americano John Lundy criou na Clínica Mayo o primeiro banco de sangue do mundo. Em 1942, ele propôs o limite de 10 g/dL baseado na observação de seus pacientes. Desde então a recomendação vem passando de geração em geração."

"Para colocar a recomendação à prova, ela realizou um estudo com 512 pacientes do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Eram doentes graves, com perfil semelhante (tinham diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca), que foram submetidos a cirurgias cardíacas."

"Metade do grupo recebeu sangue quando o nível de hemoglobina caiu a 10 g/dL. A outra metade só passou pela transfusão quando o índice ficou abaixo de 7 g/dL. O que ela comprovou? Os doentes que receberam menos sangue se recuperaram tão bem quanto os que receberam mais sangue. Uma segunda comparação (pacientes graves que receberam sangue versus pacientes que não receberam sangue, por estar com índices entre 7 g/dL e 10 g/dL) revelou que a transfusão aumenta em 20% a taxa de mortalidade e de complicações clínicas a cada bolsa de sangue recebida. Ficou a impressão de que quanto menos sangue se receber, melhor."

O trabalho foi publicado na revista Journal of the American Medical Association com grandes elogios mundiais. E graças a este estudo, o InCOR em São Paulo passou a utilizar menos transfusões de sangue em seus pacientes.

Este estudo com certeza será uma grande ajuda para a COLIH, pois finalmente a idéia de que se tem de aplicar transfusões em todos os casos, vai ruir, dando oportunidade para se aplicar as técnicas alternativas que as Testemunhas de Jeová tanto difundem na comunidade médica.

7 comentários:

  1. Olá sou Testemunha de Jeová e ler esse artigo me deixou muito feliz, porque prova que o que Jeová nos manda fazer, com certeza é sempre o melhor a fazer. Obrigada.Abraços.

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  2. Mas o estudo dessa médica não recomenda a eliminação das transfusões por completo e sim uma redução na quantidade de sangue transfundido.

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  3. Sim, claro. Mas não é interessante um estudo que derrube o mito de que a transfusão de sangue é necessidade básica em todos os casos?

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  4. o youtube virou um verdadeiro celeiro de vídeos apóstatas denegrindo a imagem de jeová sobre o uso correto do sangue, como se eles soubessem o que é melhor pra mim ou pra voçê, só jeová como criador é que sabe o que é bom para nós adoradores e por isso somos gratos por tudo que ele tem feito e obrigado por mostrar vídeos esclarecedoras sobre este assunto que com certeza serve de alerta para ficarmos atenados no que está acontecendo nestes últimos dias.

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  5. Muito bom, e sobre esse tema eu gostaria de fazer um pedido de artigo a você.

    Faça um artigo sobre a acusação dos apóstatas, e que as transfusões estão liberadas na Bulgária. Isso é uma grande mentira, dei uma resposta no site dos Bereanos sobre isso hoje, aí vai:

    A Questão do Sangue e o acordo na Bulgária

    Sobre o vosso artigo...

    O que diz o acordo? Vejamos:

    "Com respeito a posição das Testemunhas de Jeová em relação ao sangue.... os pacientes Testemunhas de Jeová recorrendo sistematicamente a tratamentos médicos para si mesmos e para os seus filhos, o farão usando de seu próprio livre arbítrio, sem nenhum controle e sanção por parte da requerente [a Associação das Testemunhas de Jeová]".
    (Comissão Européia dos Direitos Humanos, Requerimento Nº 28626/95, Associação Cristã das Testemunhas de Jeová v. Bulgária, Relatório da Comissão, adotado em 09 de março de 1995, Parte II, p.4, § 17, II, 2.1.)

    Minha resposta:

    "Sem desonestidade intelectual amigo(s), até que ponto esse documento realmente diz o que pretendem os critícos das TJs? Por acaso nesse documento realmente diz que as transfusões estão liberadas para os membros da Bulgária, ou somente diz que cada membro será responsável por sí mesmo nesse caso, sem a intromissão de outras Tjs e da organização? Por acaso vocês podem provar que as transfusões deixaram de ser uma violação da lei de Deus com respeito ao sangue, nas congregações da Bulgária? Que o efeito espiritual e congregacional, não será o mesmo diante das situações que é aqui no Brasil?

    Amigos, se não entenderam o propósito desse documento foi simplesmente para que as autoridades daquele país deixassem as Tjs "em paz" nessa questão. O mesmo poderia ser feito aqui se o governo comecasse uma perseguição ferrenha a essa crença, mas nunca deixaria de ser uma responsabilidade individual de cada cristão tomar a sua decisão com relação a tratamentos a base de sangue. caso não saibam no Brasil por exemplo se um cristão está inconsciente, existe um documento que autoriza um membro a decidir por ele sobre o tratamento. Tal documento não poderá existir na Bulgária, e essa é uma das diferenças, que em nada muda a transgressão.

    Me desculpem, mas a divulgação dessa notícia é uma tremenda falta de honestidade, e total descaso com a verdade. Examinem no fundo de suas consciências, releiam a nota e reflitam nela, sejam honestos consigo mesmos e depois digam se ela diz isso mesmo que vocês pretendem.

    Fico realmente chateado ao ler esse tipo de notícia, que nasceu naqueles sites de ex-membros que realmente não gozam do quesito imparcialidade. Ninguém gosta de ver as pessoas usando pequenas notas manipuladas como meias verdades pra difamar a sua religião, não é?"

    Bom é isso aí. Gostaria que você publicasse aqui no seu Blog um artigo com esse tema, pois você escreve muito melhor que eu. Ficaria bom.

    Obrigado.

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    1. Entendo perfeitamente e concordo com argumentação acima. É uma decisão individual. No entanto gostaria que VOCÊ esclarecesse dois pontos:

      1. Como Comunidade, Organização, não deveria a liderança das TJ defenderem o ponto de vista de Jeová sobre o assunto sangue mesmo que isto contradiga tribunais humanos onde quer que estejam?

      2. Diz o texto do acordo transcrito no seu comentário: 'Testemunhas de Jeová recorrendo sistematicamente a tratamentos médicos para si mesmos e para os seus filhos, o farão usando de seu próprio livre arbítrio, sem nenhum controle e sanção por parte da requerente" - NOTE: ... usando seu livre arbítrio, SEM NENHUM CONTROLE E SANÇÃO por parte da requerente. NENHUM CONTROLE OU SANÇÃO.

      Juridicamente falando (deixe de lado a questão espiritual) o acima permite que o individuo recorra a tratamento que seja a base de sangue, CONDENADO segundo os princípios da Organização, e mesmo assim NÃO seja punido (em última instancia a desassociação) pois isto violaria exatamente o acordo acima. E diga-se que isto tem caráter LEGAL na Bulgária. Entendendo que a Organização deve estabelecer e defender de FORMA LEGAL (juridicamente) as boas novas e seus princípios, dando assim suporte para um ambiente de maior liberdade de crença e religiosa nos países onde as TJ estão ativas, e sendo assim, este tipo de aceitação de ACORDO não é uma idiossincronia?

      Como poderia um TJ no país 'A' recorrer ao sangue intencionalmente e ser punido por isto pela Organização, Organização esta que no caso da Bulgária simplesmente ANUIU, CONCORDOU em não manter SEU CRITÉRIO quanto a este assunto e sendo assim se lá uma TJ intencionalmente se utilizar de sangue NÃO PODERÁ ser desassociada, pois esta seria uma violação deste acordo, acarretando consequências especificas para a Organização naquele lugar?

      Mesmo que o assunto seja de caráter individual como você mesmo disse, como pode a liderança da Organização se ISENTAR DA SUA RESPONSABILIDADE quanto a este assunto pois ELA tem um critério bem definido a respeito e NÃO o aplicará no caso das TJ naquele país? Lembre-se que isto foi um acordo onde a Organização abriu mão da aplicação de um principio aos seus membros para preservar aparentemente suas atividades naquele lugar sem a interferência do governo Búlgaro. Será que como individuo podemos trilhar o mesmo caminho, deixar de lado um principio quando isto nos convêm?

      Fico no aguardo de sua resposta WSN.

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  6. Eu tentei não entrar nesse assunto, porque eu tenho uma visão parecida à sua, mas vale frisar, daquilo que nós acreditamos ser. O que me irrita, ou me deixa intrigado, neste caso, é o silêncio do Corpo Governante. Podem até afirmar que enviaram orientações aos anciãos, mas acho que os irmãos deveriam saber a verdade para não haver conjecturas assim.

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