terça-feira, 20 de julho de 2010

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA E A BÍBLIA





Assisti ingenuamente aos dois filmes produzidos até agora pela Disney baseada na obra de C.S. Lewis chamada "As Crônicas de Nárnia". A obra é uma compilação de sete livros infantis lançados entre 1950 a 1956, aonde foram adaptados para o cinema o primeiro livro (O Leão, O guarda-roupa e a Feiticeira) e o quarto livro (Príncipe Caspian). Em novembro chega a adaptação do quinto livro, A Viagem do Peregrino da Alvorada. Quando assiti a história baseada nas quatro crianças que são levadas para um mundo mágico aonde vivem grandes aventuras vi que nada mais era uma história ingenua de fantasia, o que por si só, para muitos irmãos, já seria ilícito, fiquei surpreso ao descobrir que a história possui muito mais ligações com a Bíblia do que alguns pudessem imaginar.

"As Crônicas de Nárnia apresentam, geralmente, as aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com exceção do terceiro "O Cavalo e seu Menino") os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo leão poderoso conhecido como Aslam"

Aslam, é uma espécie de figura messiânica, o qual é conhecido como uma espécie de filho de Deus (no livro é chamado de Filho do Grande Imperador D´Além Mar), aonde inclusive morre, é ressussitado, derrama seu sangue por Nárnia e depois salva a todos os narnianos por meio uma batalha. Se alguém achou coincidencia a figuração metamórfica com Jesus Cristo, acertou. Ocorre que quando escreveu os sete livros, C.S. Lewis alardeou que como cristão, queria fazer com que as crianças se interessassem pela Bíblia ao ler suas histórias. Inclusive existem vários sites dedicados a traçar um paralelo entre algumas situações do livro com passagens bíblicas ou principios cristãos.

Entretanto esses mesmos sites se esquecem de citar é que além das "temáticas cristãs", o livro está repleto de referências a seres mitológicos como fadas, faunos, minotauros e também a espiritismo, coisas que Jeová tanto condenou por meio de sua Palavra, a Bíblia. Inclusive, o próprio Lewis foi duramente criticado por Igrejas e Associações Cristãs de sua época por isso. "Esta polêmica agravou-se ainda mais por causa do emprego de criaturas mitológicas reunidas a estes paralelos cristãos, que diziam que histórias e seres mitológicos são heresias. Lewis alegou dizendo que através de contos ficcionais, com seres e criaturas mitológicas, os leitores (no caso, o público infanto-juvenil) aprenderiam um pouco mais sobre o Cristianismo imposto em As Crônicas de Nárnia, mas como aprender sobre o verdadeiro espírito e os princípios de Jesus Cristo com histórias que envolviam combates com dragões, feiticeiras, faunos, entre outros?"

Além disso C.S. Lewis foi criticado de racismo ao retratar uma das nações "vilã" do livro - A Calormania. "Os calormanos são retratados como pessoas de pele escura, com longas barbas e turbantes, que muitos traçam semelhanças com os árabes, apesar de que os costumes e a religião possuem mais semelhanças com o povo hindu." Muitos críticos consideram racismo na parte de Lewis, que sempre descreve o povo calormano como algo ruim. Embora Lewis não tenha admitido o racismo, mas muitos viram que a Calormania retratava a nação dos Cananeus, que segundo Lewis, eram um povo renegado. Para quem não sabe, Canaã era nação descendente de Cã, filho de Noé e pai de Cus, de onde alguns atropólogos alegam terem surgido o povo africano de pele negra.

Visto desse ângulo, como um livro de referências bíblicas, e não como uma simples história de contos de fadas infantil, As Crônicas de Nárnia vira um filme herege, apóstata. As cenas que envolve Aslam é quase um festival de idolatria. Além disso alguns princípios de Aslam, com o objetivo de se comparar a Jesus Cristo, chega a ser repugnante. Em "O Cavalo e seu Menino" Aslam rasga as costas de uma menina e depois explica que isso serviu como uma compensação por ela ter feito uma de suas escrava apanhar ao fugir de seu pai. Jesus Cristo jamais faria ou mencionaria algo semelhante. Noutra passagem, em "Principe Caspian" aparece de maneira subjetiva apenas para a pequena Lucia, mesmo sabendo que a sua não-aparição pudesse causar a morte dos demais, numa clara mal interpretação das palavras de Jesus em Mateus 18:3 "Deveras, eu vos digo: A menos que deis meia-volta e vos torneis como criancinhas, de modo algum entrareis no reino dos céus."

Enfim, lamento muito este fato, pois até estava na perspectiva do lançamento de A Viagem do Peregrino da Alvorada que de todos os sete livros, é o mais interessante e cheio de aventuras, mas desse jeito, sei lá, fico com o coração apertado, achando que estou comentendo uma ignominiosa insensatez.


Fonte: Wikipédia e o epílogo "Três maneiras de escrever para crianças" de C.S. Lewis.

6 comentários:

  1. Comentários removidos por não possuírem conteúdos interessantes (na visão do dono do blog, é claro!)


    Jah Bless you

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  2. Eu acho que vc. viajou na maionese...

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  3. Pra quem leu os 3 livros da saga crepusculo e assistiu Avatar acho um exagero.

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  4. aquela loira que canta a trilha sonora da crônicas de nárnia é gata, hein! gostei dela!

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  5. O ser humano é pior, que fauno, feiticeira, dragões, etc... Não é preciso fantasia pra constatar isso. Geralmente as religiões (não me entenda mal, eu sou uma pessoa de fé) se preocupam muito com besteiras e esquecem de amar. Afinal, amar está acima até mesmo da esperança e da fé.

    I Coríntios 13.13

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