quarta-feira, 9 de junho de 2010

CONTRAN CONTRA AS CRIANCINHAS!



Quem me conhece sabe perfeitamente que não sou um brasileiro admirável. Não sinto tanto amor por este país terceiromundista, amo a cultura britânica e gostaria muito de ter nascido na Inglaterra e há 10 anos torço pela Seleção Portuguesa. Eu até tento amar este país, mas os órgãos públicos e os políticos não deixam.

Até terça-feira, 08, o Conselho Nacional de Trânsito, o CONTRAN, tinha decidido que seria esticado o prazo para a obrigatoriedade do uso de assentos infantis especiais para crianças com até 7,5 anos. Após alguma pressão da sociedade, o prazo foi extendido para 1º de setembro.

A resolução do Contran, aprovada em 2008, prevê multa gravíssima de R$ 191,54, além da perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até que o assento seja colocado novamente no veículo.

Então você, meu caro irmão pai ou mãe amorosos, deve estar se perguntando que mal há nessa resolução? Afinal a segurança de nossos filhos deve vir em primeiro lugar, correto? Balela, isso nada mais é do que uma Lei criada para satisfazer o lobby dos empresários do setor, que nossos políticos sempre costumam fazer, após receber aquela propina básica.

Para começar, a Lei foi criada sem apresentar nenhum dado estatístico mostrando que a falta das tais cadeiras seria impactante para mortes de crianças em veículos. Foi criada apenas sob o discurso demagógico de "proteger as nossas criancinhas". Tanto que além de exigir as cadeirinhas, comuns apenas para crianças pequenas, a Lei aumentou a idade limite de 5 para 7,5 anos, aonde, observem, não se exige mais as cadeiras-berços, mas sim adaptadores, que segundo os fabricantes de veículos, são totalmente desnecessários, uma vez que os cintos de segurança são testados e fabricados tanto para adultos como para crianças a partir de 5 anos de idade. Alguns desses fabricantes alertam que os adaptadores para crianças crescidinhas podem ser até perigosos, pois pode dificultar o resgate em casos de capotamento.

Enfim, a Lei demagógica serve para abastecer os empresários do setor. As cadeirinhas e berços que antes eram encontrados com preços entre R$ 200,00 e R$ 400,00, sumiram das lojas e as que são encontradas chegam custar entre R$ 800,00 e R$ 1.000,00!!! Lembram outro exemplo dessa vergonhosa prática, que foi a obrigação, há alguns anos atrás, do transporte de estojinhos de primeiros-socorros nos veículos. O curioso nesse caso, é que somente o kit da Johnson & Johnson era autorizado (segundo os DETRANS, porque vinham com manual de instruções), e custava dez vezes mais do que os modelos (proibidos) vendidos nas lojas de R$ 1,99.

A Lei demagógica serve também para abastecer a "indústria das multas" e assim, os cofres dos DETRANS, órgão conhecido pela sua total incompetência e incapacidade de gerir aquilo pelo qual foi criado: educar o cidadão e organizar o trânsito. E observem que seus funcionários recebem salários astronômicos para não fazer nada já que a Polícia Militar é quem organiza 99% do trânsito nas cidades e muitos dos serviços administrativos são feitos por terceirizados.

Na prática essa Lei ajudou apenas a separar famílias. Imagine você pai de três filhos pequenos, tendo que desembolsar até R$ 3.000,00 para não levar uma multa de R$ 191,00? Além disso pense no número de cadeiras "paraguaias" que aparecerão no mercado, cuja eficiencia será quase zero?

Eu tenho 03 sobrinhos de 2, 5 e 7 anos, que de vez em quando costumo levá-los ao parque, zoológico ou para passear. "Titio quando é que você vai me levar no parque de novo?". "Nunca mais, minha linda, porque agora titio não tem cadeirinha para levar vocês". Viu CONTRAN? A sua Lei demagógica fez, no mínimo, três crianças infelizes!!!

5 comentários:

  1. Eu acho que vc pensa assim porque não tem filhos. Já foi provado muitas vezes que a cadeirinha salvou vidas e que é segura para as crianças, protege contra impactos laterais, freada brusca.
    Já não concordo que o cinto do carro sirva para criança de 5 anos,meu filho acabou de fazer 4, mas ele está no mesmo peso e tamanho de uma de 5 e o cinto fica bem no pescoço dele. Além disso, nas vezes que ele precisou andar sem a cadeira, ele saia do cinto. Perigoso! Acredito 100% na segurança por elas oferecidas. A única coisa que acho ruim é que: eu tenho um filho q desde os 6 meses usa a cadeira. Mas não tive que comprar uma única cadeira, cada faixa de idade e peso necessita de troca da cadeira. Ou seja, pelo menos três vezes em sete anos. É muito dinheiro... E concordo que as cadeiras são um absurdo de caras. Já comprei a segunda!
    Fica uma dica para os pais:
    - existem cadeiras de 0 a 9kg ou 0 a 18 kg: comprem a segunda opção.
    - existem cadeiras de 18 a 25 kg ou 18 a 36kg comprem a segunda opção.
    Eu fiz assim e economizei uma compra.
    Ainda assim prefiro gastar a confiar no acaso, e no "não vai acontecer comigo".
    Bjos e juizo!

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  2. Posso te dizer uma coisa? Vc é uma Testemunha de Jeová muito estranha. Falar que prefere um país a outro soa um pouco patriotico. Achava que pra vcs naum fazia diferença o pais de nascimento. Falar que os politicos naum deixam vc amar o pais é esquisito. Os dos outros paises são melhores? Nos outros naum tem corrupção? Já fui estudante de vcs, mas deixei de estudar por problemas pessoais. Mas fiquei decepcionada com seu blog. Desculpe estar te falando isso, mas eu espero uma postura diferente de quem é tj. Recomendar o filme crepusculo é o cúmulo da falta de consciencia.

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  3. concordo Sandra, so tj leio o blog e acho o mesmo, mas existem tj e tj. xero!

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  4. Sandra, eu dizer que gostaria de ter nascido num lugar, ou que amo o lugar aonde moro é anti-cristão? Nossa, que modo..., interessante (??) de pensar.

    Isso me deixa triste... :(

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  5. Rafaella, entendo o que voce diz, mas observe que não disse que as cadeiras eram inúteis, estou apenas desconfiando dos reais interesses desta Lei, que continuo afirmando, estabelecida sem uma critério ou estatísticas concisas sobre a falta dela. Na minha opinião, isso cheira a lobby de empresários.

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