segunda-feira, 19 de abril de 2010

COMENTANDO LOST



Lost está quase chegando ao fim. Chegamos terça-feira passada para o 12º episódio, faltando apenas 06 para o gran finale. Estou meio sem tempo para escrever, por isso vou fazer um pequeno resumo dos últimos 3 episódios, antes de "Everybode loves Hurley".

6×09: Ab Eternum

Foi, com certeza, um dos episódios mais esperados pelos fãs de LOST, pois Richard Alpert sempre foi um dos mais misteriosos personagens da série. Richard nunca foi bem definido como vilão, herói ou libertador, mas a história do cara que está na ilha há séculos, nunca envelheceu, sempre foi o aliado de Jacob, trazia grandes expectativas.

Não foi um episódio perfeito, mas foi um daqueles que saiu da rotina, pra começar, por nos levar ao século XIX. Sempre soubemos que ele veio junto com o navio Black Rock, mas não sabíamos que sua vida tinha sido tão sofrida. Desde a morte da mulher, até o julgamento, a prisão e os momentos de angústia vivido no navio prestes a ser morto pelo "MIB-fumaça-negra". Foi uma cena angustiante e bem feita, daquela que nos prende do início ao fim.

Mas aí veio a parte mais estilo "óóóó" do episódio. Quando Jack resolve criar, Richard sai com essa: "VOCÊ ESTÁ MORTO". Tipo assim, passamos várias temporadas discutindo teorias, e essa parecia ser a mais lógica de todas, mas quando Richard declarou isso de forma tão contundente, eu fiquei pensando "não pode ser, não pode ser simples assim" e simplesmente deixei a história se levar. E o choque continuou com o MIB confirmando que a ilha era um inferno quando Richard perguntou e depois à sua mulher morta – que na verdade era o MIB disfarçado – dizendo que todos ali estavam mortos e novamente confirmando a ideia do inferno.

Além disso, o esclarecimento de que a ilha era uma espécie de prisão do mal, me deixou com a sensação de gostosa decepção, deixa ver como explicar, sabem quando te escondem um segredo, você sabe mais ou menos qual é o segredo, e no final, quando o segredo é o segredo que você sabia, você diz: "Sabia!" Mas acaba com o sorriso sem graça? Foi então que decidi confiar nos roteiristas de LOST e vi que a resposta não era tão simples assim.

No fim, aquilo que eu sempre defendi (que não existe bem ou mal) na ilha acabou se tornando o mote principal, sim, existem o bem, o mal, e o mal é o MIB que precisa ser mantido a todo custo na ilha, e a ilha, por sua vez, precisa de um "administrador". A melhor cena é aquela que já conheciamos, quando finalmente entendemos o diálogo entre Jacob e o MIB: Ele mantinha o MIB preso na ilha – achei ótimo o dialogo final entre os dois, com ele implorando ao protetor da ilha para deixa-lo sair, ameaçando mata-lo, Jacob dizendo que virão outros protetores e (essa parte dá medo) o MIB falando que mataria qualquer um que o impedisse de se espalhar, mas agora que ele está morto e nenhum dos candidatos a próximo protetor acordou pra vida ali ainda, o Locke do Mal está fazendo a festa.

As duas únicas cenas toscas do episódio é a explicação sobre a destruição da estátua: putz, nem o Tsunami mais alto faria o Black Rock chegar àquela altura!!! E a cena tipo "Ghost - Do outro lado da vida" tinha a intenção de ser melo-dramática-romântica, mas ficou tosca!

6×10: The Package

Quando você pensa que ao chegar pouco mais da metade da série, que a coisa ia esquentar, que a emoção e o ritmo de final de série iria finalmente se desenrolar, somos presenteados com essa chatice. Putz, foi o pior episódio e mais chato de todos, superando até o da Kate.

A única coisa que prestou foi ver o Sawyer como policial! Cara, foi uma surpresa para todos, principalmente, para aquele que pensou "ah, essa história de novo?". A cena aonde Sawyer diz que se ele chamar entra uma leva de policiais, aposto com todos, que acharam que ele estava blefando. E foi dele também o responsável pela principal pergunta que todos queriam ter feito no episódio anterior: Por que o MIB-fumaça-negra simplesmente não sai da ilha? "Você acha que se eu pudesse já não teria feito isso?" Ah tá, ta bom, é por causa disso né? Putz! Pois é... fora isso, foi um saco aquela história lenga-lenga do pai da Sun enviando Jin para entregar um pacote para o gangster matá-lo.

Ah sim, Evil Locke vai dar cabo na Kate no fim da história? Tipo, “obrigado por acomodar todo mundo aqui no avião, abraço, Claire mata essa vaca”. Teve a cena idiota do Jack, nossa, se eu estivesse no lugar da Sun, sorria pro Jack, pegava o tomate da mão dele e fazia ele engolir aquilo inteiro por aquelas babaquices. Alias, como Widmore ficou sabendo o que está rolando na ilha? Pensei que ele ainda tava de birra com o Ben, mas ele realmente foi pelo Evil Locke.

Enfim, apesar de todas essas coisinhas, foi um episódio tosco. Não acrescentou nada e me deu aquela impressão de que vamos chegar ao último episódio e ainda não teremos todas as respostas levantadas desde o primeiro episódio.

6×11: Happily ever after

Olha a redenção! Admito que Desmond nunca foi um personagem querido por mim, mas não fiquei triste em saber que será ele o catalizador de toda essa confusão. O nosso "brotha" será simplesmente o cara que vai ser a peça principal de toda a trama, principalmente da que unirá a realidade da ilha com a realidade paralela.

É difícil de fazer qualquer explicação sobre as respostas dadas, por isso, vamos às comparaçõeso que me fez entender o que afinal deve estar acontecendo (agradeço a Martha que foi quem fez a comparação no LOST BRASIL): ao explodir a bomba H, Faraday acabou criando a realidade paralela, que seria a “matrix” de Lost. Ou seja, todos os personagens estão numa vida “falsa” que não deveriam estar vivendo, mas nenhum deles sabe disso, com algumas exceções. Na verdade, a vida "falsa", seria ainda uma espécie de realização do desejo de cada um deles, como por exemplo, o bandido do Sawyer ser um policial, o azarado do Hurley virar um sortudo empresário, Jack e Locke terem resolvidos suas questões paternas, mas enfim, uma vida falsa.

Quando quase morreu no avião, Charlie viu uma linda mulher loira – Claire né? – junto com ele e ficou apaixonado. Já com Faraday e Desmond, acho que a coisa foi diferente. Os dois aparentemente são sensíveis a esse tipo de coisa envolvendo tempo-espaço, portanto, foi um sentimento forte – amor em Faraday, adrenalina em Desmond – que fizeram eles perceberem que talvez não estejam vivendo a vida que devem. Quando no primeiro episódio Juliet diz que aconteceu, acho que ela estava vendo justamente parte dessa realidade alternativa, aonde ela especificamente não faria parte, mas que todos os demais, sim.

Desmond será justamente o cara que vai despertar essas duas realidades. Acredito que seu papel será o de justamente "acordar" os personagens da matrix. Acreditei, e fiquei na esperança, de que LOST finalmente iria despertar da mesmice. Legal, brotha!

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Bem, ainda não assisti o episódio "Everybody loves Hugo", estou estudando sério para o concurso da CAIXA e no trabalho muita coisa para arrumar, mas prometo que até sexta-feira devo postar um dos episódios que parecem ser o mais divertido e interessante de todos.

6 comentários:

  1. Me respondam uma coisa: o Locke encarnou o mal certo? Vcs não acham que Lost está rumando pro lado espirita ou demoníaco? Pois no último episódio que assisti, ele revelou que se faz passar por pessoas que já morreram. E uns certos "poderes" que ele tem se assemelham tbm com caracteristicas do Diabo.
    Que que vocês acham???

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  2. LOST é espírita, material, católico, protestante, mórmon, filosófico, grego, romano, latino, surreal, intelectual, bizarro,...

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  3. E você com isso não é?
    hashuashuashua
    Normal continuar assistindo, pra que 'ouvir' conselhos........
    Bjokas, juizo.

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  4. Eu penso assim, tinha um ancião e uma pioneira regular na minha ex-congregação que não assistia nada da TV "porque tudo era do diabo". Os dois, em pleno treinamento do drama do Congresso traíram seus respectivos cônjuges, exporam Jeová e a congregação ao vexame na comunidade.

    Meus amigos que sempre assistiram "Premonição", "Lost", "Harry Potter", "Senhor dos Anéis" comigo estão servindo a Jeová tranquilamente até hoje.

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  5. BIO - meus brothers, que pensamento é esse? de que um erro justifica o outro?

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  6. BIO, verdade... mas, é que eu destesto clichês!

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