
Quando assisti ontem "O Livro de Eli" com minha esposa, ao final, fiquei com um sentimento estranho tentando justificar que apesar de toda violência e clima hostil do filme, ficamos com uma bonita mensagem de esperança como realmente o filme se propõe. Minha esposa não gostou muito, alegou que o fim não justifica os meios, que Eli praticou violência matando cruelmente inimigos e deixando inocentes sofrer, apenas para proteger a palavra de Deus. Na mesma hora me lembrei das várias passagens das Escrituras Hebraicas aonde aconteceram o mesmo. Vou ser apedrejado por comparar Eli com as "guerras santas" da Bíblia, mas sou um provocador, e nada como uma boa dose de polêmica para refletirmos em nossa fé.
O fato é que a Bíblia,durante séculos, foi atacada, chegou a ser proibida, queimada, desacreditada, mas Jeová permitiu que ainda assim se tornasse o maior livro do mundo atual, capaz de influenciar filosofias, líderes e a vida de bilhões de pessoas. E se neste momento ocorresse uma terceira guerra mundial, aonde uma disputa nuclear acabasse por desencadear uma explosão solar capaz de exterminar toda a raça humana? E se livros fossem raridades, a maioria das pessoas fossem analfabetas e os humanos tivessem voltado a situação de serem rudimentares de guerreiros assassinos ou vítimas tentando sobreviver a inanição humana? E se em todo planeta não existisse mais um exemplar da Bíblia, o que faria se encontrasse um único exemplar existente? Será que Deus permitiria o desaparecimento de sua Palavra ou permitiria a um "escolhido" que levasse a Sua palavra de modo que todos pudessem continuar com fé e esperança?
Protagonizado por três dos meus atores preferidos, é partindo desse princípio que "O Livro de Eli" começa. Num futuro devastado pela guerra e pela natureza, os homens vivem como andarilhos e lutam para sobreviver. Não existe mais animais, muitos acabam praticando canibalismo, e a água é escassa, dominada por grupos assassinos que por causa desse poder dominam pequenas cidades. As pessoas trocam coisas por comida, as mulheres são subjugadas e os que não aceitam a condição acabam sendo assassinados. Neste ambiente vive Eli, um misterioso homem habilidoso com sua faca e em artes marciais que tem apenas uma única missão: levar o único exemplar da Bíblia para um local no Oeste dos Estados Unidos. Uma voz lhe ordenou essa missão e diz que o protegeria durante todo o percurso.
No meio do caminho, Eli acaba encontrando a "vila" dominada por um homem cruel (Gary Oldman) que é obcecado por livros e acredita que se tiver um exemplar da Bíblia em mãos, poderá dominar o planeta, porque manipularia as pessoas levando esperança para ela, "assim como foi feito no passado por igrejas, padres e pastores". Ao descobrir que este livro está nas mãos de Eli, decide perseguí-lo e embarca numa verdadeira e cruel caçada, aonde Eli contará com suas habilidades com armas e facas, com a ajuda adicional de Solara (Mila Kunis), "enteada" do vilão, e com a fé de que Deus o estará protegendo no caminho.
O filme foi dirigido pelos irmãos Hughes que não produzem um filme há muito tempo e por isso justifica a narrativa arrastada na maior parte do filme. A história demora a engrenar, eles utilizam muito a máscara preta no filme, cansando a visão algumas vezes, mas a ótima interpretação de Gary Oldman e Denzel Washington acaba amenizando o tédio inicial. As cenas de ação são bem feitas, as lutas bem coreografadas, mas é na mensagem central do filme que você acaba se surpreendendo. O roteiro é bastante conciso, os Hughes não perde tempo com explicações e se firmam apenas na história central.
Por fim a cena final da missão é de certa forma surpreendente e emocionante. Eli acaba chegando sem querer a um lugar aonde a Bíblia finalmente poderá ser mais uma vez propagada a todas as nações novamente e trará esperança para todos. A forma como Eli entrega o único exemplar é de certa forma muito tocante. Claro que com o conhecimento da Bíblia que nós temos, sabemos que não é dessa forma que a humanidade apartada de Jeová será penalizada, mas se assistir, poderá concordar que a mensagem do filme é que haja o que houver, a Palavra de Deus nunca será destruída.




BIO -tenho lido muitas criticas de cinema desse filme - uns contra outros a favor.Mais todoa concordam que a mensagem é inteessante. estou curioso para assiti-lo
ResponderExcluirCom certeza as críticas devem ser de ateus moderninhos que acham que a Bíblia mostrada como única esperança da humanidade, uma propaganda inútil.
ResponderExcluirAssisti esse filme há 2 meses atras pirata e gostei demais, me incentivou ainda mais a ler a biblia.
ResponderExcluirNós TJ temos a obrigação de ler a biblia... uma cena interessante é qdo o vilão pega a biblia em braile. rsss. D+++
Quando o vilão pega a Bíblia em braile, foi a redenção da mãe de Solara, porque ela é cega e somente ela poderia lê-la. Observou que ela "fingiu" que não sabia ler?
ResponderExcluirRapaz, esse personagem é uma fusão de uma TJ com Mad Max e Afro Samurai. Se tivesse desses hoje, queria ver quem ia tratar a gente mal no serviço de campo, ia ser uma dúzia de cabeça voando por hora trabalhada.
ResponderExcluirBIO - MEU ESSE AI ACIMA VIAJOU LEGAL, QUE CRIATIVIDADE. HAHAHAHAHHA.
ResponderExcluirACHO QUE VC ASSISTIU MUITO JASPION NA INFANCIA HAHAHAHAHAHHA. NESSE SEU BLOG DA DE TUDO VIU SEU ANDRÉ
Rapaz, esse personagem é uma fusão de uma TJ com Mad Max e Afro Samurai. Se tivesse desses hoje, queria ver quem ia tratar a gente mal no serviço de campo, ia ser uma dúzia de cabeça voando por hora trabalhada. [2]
ResponderExcluirGOSTEI! KKK
jaspion é da hora curtia muito nos anos 90 pela extinta rede manchete pena que acabou, não se faz mais metal heroes como antigamente...eh!cadê voçê preste atenção no que vou dizer sou o guerreiro que vai defender!...
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