quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Russell não foi um adúltero


Charles T. Russell e sua esposa Maria Ackley



A primeira grande acusação ao "Pastor Russell" foi de que ele teria tido um caso fora do seu casamento, o que naquela época, fim do século IX, era um crime não só moral e religioso - levando em consideração que Russell havia se tornado um famoso lider religioso - como também civil.

Charles Taze Russell casou em 1879 com Maria Frances Ackley, que se tornou conhecida simplesmente como a Sra. Russell. Maria se tornou uma grande ajudadora de Russell e ajudou-o a formar congregações, efetuar visitas de pastoreio e fortalecer os irmãos. Com o tempo, porém, Maria passou a mudar de atitude. O anuário de 1976, sobre os Estados Unidos, relatou:

"A Sra. Russell era diretora da Sociedade Torre de Vigia (EUA) e servia como sua secretária e tesoureira por alguns anos. Era também contribuinte regular para as colunas da Torre de Vigia de Sião e, por certo tempo, era editora-associada do periódico. Com o tempo, procurou ter voz mais ativa no que devia ser publicado na Torre de Vigia. Tal ambição era comparável à de Miriã, irmã de Moisés, que se levantou contra seu irmão qual líder de Israel sob Deus, e tentou fazer-se proeminente — um proceder que teve a desaprovação divina. — Núm. 12:1-15"

Parece que Maria foi influenciada por alguns falsos irmãos opositores de Russell que instigou seu ego com discursos feministas e ela passou a querer mais destaques e ter uma voz mais ativa na Organização. Costumava criticar as matérias de outros irmãos, inclusive do próprio marido, feito à revista WATCHTOWER e embora ainda defendesse as idéias de Russell, passou a exigir e demonstrar mais autoridade. Desta forma, quando Charles T. Russell tomou medidas para cortar suas atitudes, o casamento acabou entrando em declínio e finalmente em 1887 ela se separou do seu marido e se afastando da Sociedade Torre de Vigia.

Isso deu mais combustivel aos opositores que utilizou o método da difamação para desestabilizar o trabalho de Russell, sobretudo com o sucesso do Fotodrama da Criação. Jornais e membros do clero e pastores de igrejas protestantes tradicionais individualmente insinuaram, depois da sua separação legal em 1906, que ele era um adúltero e que este tinha sido o motivo da separação. Contudo, isso se tornou uma mentira descarada uma vez que a principal vítima, Maria Ackley, havia negado isso, inclusive em Juízo. Os autos do processo de divórcio foram claros, indicando que tais acusações eram falsas. O próprio advogado dela perguntou à sra. Russell se ela achava que seu marido era culpado de adultério. Ela respondeu: "Não."

Alguns anos mais tarde, em 1915, algum opositor vasculhava a vida de Charles T. Russell e escreveu ao Juiz James Macfarlane, solicitando uma cópia dos autos do processo de divórcio. O Juiz respondeu-o dizendo que era perda de tempo e dinheiro a busca de alguma prova do adultério. Ele disse "A base do pedido dela e da sentença no veredicto do júri foi ‘indignidades’ e não adultério, e a prova testemunhal, segundo eu sei, não mostra que Russell levava ‘uma vida adúltera com uma co-ré’. De fato, não havia co-ré."

"O próprio reconhecimento tardio de Maria Russell veio nos funerais do irmão Russell no Carnegie Hall, em Pittsburgh, em 1916. Usando um véu, ela seguiu pelo corredor até o esquife e depositou ali um buquê de lírios-do-vale. Fixa nele havia uma fita com os dizeres: "Ao Meu Amado Esposo." (Anuário 1976, Estados Unidos)

9 comentários:

  1. André...li e gostei muitos destes 2 posts!!!
    Mas aconteceu algo excepcional enquanto lia...fui o visitante nº10000...do seu blog!!!!
    Isso não é sensacional???hauhuahauaha
    Tirei até print!!!

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  2. Iah iah... você é o nosso visitante numero 10000. Acaba de ganhar um super prêmio, 1 Milhão!!!
    Pegue na próxima Fazenda mais próxima de voce.

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  3. Bons comentários a respeito da vida de Russell. Eu acho engraçado que tantas pessoas (leia-se opositores) tentam difamar Russell. Ao passo que também acho desnecessário enaltece-lo. Afinal de contas, ele sem dúvida foi uma pessoa usada por Deus para trazer de volta o Cristianismo praticado pelos discipulos de Cristo do primeiro século, mas foi só isso. Não foi um santo, tampouco um aproveitador. Afirmou muitas coisas que o tempo mostrou estar erradas, porém deu às pessoas daquela geração uma nova esperança e alívio ao meio de tanta opressão, mentira e hipocrisia religiosa. Enfim, a associação das Testemunhas de Jeová hoje é totalmente diferente daquela começada por Charles Russell, mas indubitavelmente ele foi o grande alicerce da organização moderna e reina agora com Cristo nos céus.

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  4. Fernando, muito interessante seu comentário. Na verdade eu tinha uma visão mais radical, pois achava que Russell tinha sido totalmente irrelevante para a Organização de Jeová justamente por suas previsões frustradas e a teoria sobre a pirãmide de Gizé. Mas lendo as publicações, percebi que o respeito que a Organização tem por Russell não é extamente por suas idéias, que hojse se tornaram estapafúrdias, mas pela coragem de defender uma explanação da Bíblia sem influencias de tradições e por ter dado o pontapé inicial para o estabelecimento da verdadeira adoração na terra.

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  5. Exatamente. Ele errou nas suas previsões, mas era sincero no que dizia, e não um hipócrita como a maioria dos líderes religiosos daquela época. É como a organização dos tempos modernos. Falhou em diversas afirmações (apesar de ter muitos mais acertos do que erros), mas ao contrário da crença de muitos TJs, a organização NÃO é perfeita, nem nunca foi, porém, é progressiva, sincera e verdadeira. Assim como foi Russell. Veja A Sentinela 01/09/1979 página 23 parágrafo 15.

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  6. BIO - COM CERTEZA ELE COMO OS OUTROS PRESIDENTES, CADA A SUA MANEIRA, TEVE UM PAPEL IMPORTANTE E ESPECÍFICO NA FORMA QUE A ORG. SE DESENVOLVEU. SE COMPARARMOS CADA PRESIDENTE, CADA UM TEVE UM ASPECTO, UMA CARACTERÍSTICA QUE PRA A OCASIA SE MOSTROU FUNDAMENTAL. E NO CASO DE RUSSEL, CONCORDO COM O QUE VCS DISSERAM ACIMA. DENTRO DOS SEUS ERROS E ACERTOS, ELE FOI DE UM PAPEL IMPORTANTE NA ORG. MAIS QUE SE NAO FOI ELE, CONCERTEZA OUTRO SERIA USADO PARA O MESMO.

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  7. André, segundo Eclesiastes 3:1 em diante, há tempo pra tudo, inclusive para calar.
    Seu blog é muito interessante! Até tinha uma idéia mais radical sobre você...Agora mudei de idéia. Embora, ainda ache que você não precisa fomentar sobre informações desnecessárias, por que tudo acaba em contradição. Por exemplo: Em certo lugar você fala que não gosta (ou outra negação) de irmãos que ficam especulando sobre artistas que supostamente são ou foram TJ's e depois faz uma extensa divulgação sobre o tema. Mas, o que queria sugerir para você e para os comentaristas, é que 'se calem' com respeito a denegrirem aqueles que não tem o mesmo 'entendimento' das coisas que vocês. O conhecimento enfuna. Não escrevam coisas como: "Tem alguns TJ's que...". Não tem nenhum demérito algum irmão achar a organização perfeita, por exemplo. Não esqueça que Deus escolheu aqueles que os intelectuais desprezam.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Então voces acham que a esposa de Russel se separou dele por causa de movimentos "feministas"? ainda mais no ano de 1800 ? Só inocente para acreditar nisso. Separação naquela época acontecia somente por duas coisas: Adultério ou Agressão.

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