sexta-feira, 11 de setembro de 2009

C.T. Russell não era maçon


Por fim chegamos a última parte dos meus artigos sobre Charles Taze Russell. Vale frizar que a maioria das informações aqui são de fontes externas e de conclusões pessoais. Não existem artigos sobre o assunto. Em minha carta à Betel questionei sobre porque não existem artigos de esclarecimentos, e os irmãos me responderam apenas que não valia à pena discutir essas informações que consideravam irrelevantes, porque tratava-se de acusações inócuas de opositores e, em outras palavras, que se cada vez que apóstatas levantassem uma acusação e o Escravo tivesse que fazer um artigo sobre o assunto, não haveria tempo para se dedicar à nossa principal obra que é divulgar a palavra de nosso Deus Jeová. - Mateus 24:14.

Então, alhêio a tudo isso, vamos às minhas pesquisas. Para começar, responder essa questão é um pouco complicado, porque como alguns sabem, a maçonaria é uma sociedade milenar e tem como sua maior característica a total discrição de seus membros. A Wikipédia define a maçonaria como "uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade." Grave bem essa definição. Existe algo entre nós, Testemunhas de Jeová, que se assemelhe a isso?

Na internet alguns sites atribuem suspostos discursos de Russell se auto-declarando um membro da maçonaria. Pra começar, declarações assim não se harmonizam com a discrição que costuma permear entre os maçons. Porém o que temos de verdade é uma expressão de total ignorância de Russell quanto a esta sociedade secreta. Ele disse: "Há certas condições – a porta baixa, o caminho estreito, o passo difícil. Ainda que eu nunca houvesse sido maçom, tenho escutado que na Maçonaria eles têm algo que ilustra isto muito estreitamente”... “Muitos maçons me estendem a mão e me dão o que sei é seu aperto de mão; eles não me conhecem por um maçom.Parece que é algo que faço é semelhante ao que fazem os maçons, não sei o que é; porém eles frequentemente me dão todo tipo de aperto de mão e eu os devolvo, então lhes digo que não sei nada sobre isso exceto somente alguns apertos de mãos que hão vindo a mim naturalmente”. – junho de 1913; discurso do Congresso, “O Templo de Deus” (“Sermões dos boletins do Congresso” página 362)

Charles Taze Russell serviu por mais de 30 anos como Presidente da Sociedade Torre de Vigia e durante todo esse tempo devotou sua vida e sua fortuna à obra de pregação. Uma biografia de Russell, publicada pouco depois de sua morte, explicou: "Ele não fundou uma nova religião, e nunca afirmou ter feito isso. Restabeleceu as grandes verdades ensinadas por Jesus e pelos Apóstolos, e voltou a luz do século vinte sobre elas. Não alegou ter revelação especial de Deus, mas sustentou que era o tempo devido de Deus para a Bíblia ser entendida e que, estando ele plenamente consagrado ao Senhor e ao Seu serviço, teve permissão de entendê-la. Por se dedicar ao desenvolvimento dos frutos e graças do Espírito Santo, a promessa do Senhor foi cumprida nele: ‘Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.’ — 2 Pedro 1:5-8." — The Watch Tower (A Sentinela), 1.° de dezembro de 1916, p. 356.

Ao contrário dos maçons, Russell cria integralmente na Bíblia como palavra de Deus, rejeitou conceitos comuns como o da teoria da prosperidade, a trindade, a imortalidade da alma e do inferno de fogo. Não só rejeitou as idéias evolucionistas de Darwin como as combateu veementemente com o Fotodrama da Criação. Russell não se escondeu por trás de uma sociedade secreta, mas se expôs correndo os quatro cantos da América para divulgar a palavra de Deus, inclusive pregando em templos de outras religiões, quando se era permitido. Quando faleceu, toda sua fortuna foi destinada por Testamento para a Sociedade Torre de Vigia com o propósito único que fosse utilizada para pregar a palavra de Jeová por toda a terra.

Você pode pesquisar sobre os trabalhos e atividades da maçonaria na internet e não encontrará nenhuma relação com tudo aquilo que Russell promoveu ao ajudar a restabelecer a verdadeira adoração de Jeová na terra. Nada, simplesmente nada do que é promovido hoje pelas Testemunhas de Jeová possui qualquer similaridade ou afinidade com as atividades praticadas pela maçonaria.


Russell atribuía autoridade total às Escrituras
e dedicação integral à obra de pregação.
Prática não comum aos maçons.



E quanto a cruz, a coroa e o cavaleiro que aparecia nas revistas Sentinela que alguns supostamente atribuem a símbolos maçons? Explicarei mais tarde, para não ficar um texto longo e cansativo.

4 comentários:

  1. Gostei da resposta dos irmãos de Betel!

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  2. BIO - curioso esse seu texto, eu já ouvi de tudo um pouco a respeito de russel, mas essa de maçon foi surpresa.mas, foi bem explicado as contradiçoes de achar no seu texto.

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  3. por vivermos em tempos críticos difíceis de manejar somos confrontados o tempo todo por pessoas desinformadas que não conhece a organização de jeová por dentro e por isso vitupera o santo nome do nosso pai celestial,más a vitória está proxima e devemos defender a nossa fé o tempo todo para que ninguém roube a nossa coroa e se apegar ao nome de jeová que é uma torre forte onde o justo encontrará refugio.

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