domingo, 16 de agosto de 2009

Pitty - Chiaroscuro


É uma pena que muitos baianos não reconheçam que Pitty é uma ícone a ser respeitada. Nasceu de uma terra de bitolados por Axé Music e Carnaval e passados a fase da novidade ainda se mantém como uma estrela a ser admirada e mantendo o seu próprio brilho. De personalidade forte, mal humorada, consegue até deixar como secundário algumas derrapadas como ter feito duetos com Negra Li ou engravidar de um baterista de uma bandinha furreca de rock para teens retardadas.

O fato é que o primeiro álbum da Pitty tinha uma sonoridade pop, apesar das guitarras, muito grande, tanto que praticamente o álbum todo foi tocado nas FM. Tá bom, rolou jabá, é verdade, mas admitam que tem bandas que não decola nem com jabá.

A tendência é com o passar do tempo, o som abaixar à medida que a popularidade cresce. Vide Titâs, aonde os fãs que ouviram "Cabeça Dinossauro" e "Titanomaquia" não conseguem acreditar, atônitos, nessa porcaria que se tornou hoje. Por isso, Pitty, apesar de flertar com o mundo pop, ainda consegue manter uma sonoridade roqueira ao som de modo a criar um próprio estilo e fincar seu nome na história.



Chiaroscuro significa claro e escuro em italiano. O título do terceiro álbum de estúdio faz jus ao estilo que não está tão pop como o primeiro e nem tão roqueiro quanto ao segundo. Está apenas claro e escuro. São 11 canções que mistura guitarras distorcidas com ritmos latinos como bolero, soul, tango e até música erudita.

A melhor se chama "ME ADORA" que já está tocando nas rádios que permeia um pouco pelo som setentista com um pouco de música brega. Tá bom, o refrão não é lá muito cristão, mas não se pode deixar de negar que gruda no ouvido e se torna um novo discurso romântico, embora paradoxo.

Curiosamente, além de "Me adora" as melhores são justamente aquelas aonde a banda deixa as frescuras, ops, digo, inserções musicais externas de lado e decide tocar apenas rock e onde a bateria pulsa de verdade: "8 OU 80", "FRACASSADO", "MEDO" e "TODOS ESTÃO MUDOS". Tem ainda uma baladinha romântica "SÓ AGORA" que não tem nada demais porém deve fazer a festa das rádios da mesma forma como "Na sua estante" fez ano passado. Ah, e justiça seja feita, tem ainda "DESCONSTRUINDO AMÉLIA", que apesar do discurso feito para agradar feministas, tem uma sonoridade boa. Fora isso, o resto é para fãs, que vão gostar mesmo que ela cantasse "Pelados em Santos" do Mamonas Assassinas.

Pitty merece meu e o respeito de quem reclama que não se faz rock de qualidade no país. E para quem está cansado de tanto rock-emo, quem diria, justamente uma baiana que tem um filho do integrante do NX ZERO, é que se transforma na voz dissidente.

No geral o disco está ótimo; vale à pena.

3 comentários:

  1. Ela perdeu o bebê.

    Pitty, pra mim não cheira, nem fede. Não curto muito as letras. mas concordo que é uma das poucas coisas que prestam no pop-rock nacional de hoje.(se bem que não consigo mencionar outra banda que preste...)

    Já como pessoa, não convidaria essa mulher pra visitar minha casa de jeito nenhum.

    Teria muita dó da instrutora dela, se tivesse uma.

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  2. Pitty não teria instrutora... com certeza.

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  3. BIO- que comentário mais prconceituoso seu eder, tudo bem que nao seria "amigo" dela, mais nem deixar ela entrar na sua casa? e os irmaos que as vezes ajudam maridos opositores pra tentar mais mostrar a ele que noa somos preconceituosos, explique melhor essa sua colocação.

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