Após o sucesso inicial, a expectativa era se ela conseguiria sobreviver ao fantasma do segundo disco. Quem esperava uma repetição de fórmulas, se surpreendeu com o álbum “It´s not me, It´s you”. Desta vez Lilly brinca com ritmos folk, country, segue algumas batidas pop, mas agrada mesmo é com os refrões fáceis e agradáveis. A única coisa que continua intacta é a língua ferina.
“Everyone´s At It” agrada como cartão de visita e é a mais próxima que o álbum chega do rock. Já a segunda “The Fear”, a escolhida para ser a música de trabalho do disco, se justifica pois é a mais gostosa de ouvir e traz uma batida pop e um refrão melódico que gruda no ouvido. A letra é uma critica ao consumismo. Quando você pensa que Lilly está singela demais, ela manda em “Not fair” seus primeiros torpedos. A introdução chupa uma canção folk dos filmes de velho oeste, mas logo entra numa batida mais country. A música, assim como “Smile” do primeiro disco, é um festival de declarações verborrágicos contra um ex-namorado. Já “Could Stay” a seguir é linda, atraente, mas são três faixas mais à frente com “F... You Very Much” que traz a velha Lilly de sempre. A música é contra um cara homofóbico e racista. Após isso sobra apenas “Chinese”, a mais próxima de uma balada que ela chega.
Bem, eu amo a Lilly Allen, e embora continue achando-a brilhante, senti um pouquinho de decepção, por que o disco não supera os arranjos e a criatividade do primeiro disco. O lado bom é que vemos ela um pouco mais madura neste álbum e não querendo parecer uma menina rebelde adolescente. Também pudera, depois de terminar um noivado e perder um bebê, não se podia esperar outra coisa.
U2 é mais do mesmo
U2 nunca foi uma unanimidade para mim. Enquanto considero “The Joshua Tree” e “Acchung Baby” obras primas, achei “Discotheque” e agora “No line on the horizon” uma grande chatice. O álbum lançado esta semana é uma verdadeira decepção, principalmente para quem acreditou quando Bono disse que este seria o melhor álbum da banda. Passa longe disso.
O álbum não é empolgante em nenhum momento. Ta bom, comecei a ouvir agora, mas só pelo fato de não ter me empolgado na primeira audição, já o tira da minha lista de melhores álbuns de 2009. As únicas que conseguiram aumentar minha adrenalina foi “Magnificent” que lembra um pouquinho a banda nos anos 80 e “Stand Up Comedy” tem uma batida legal e tem tudo para ser tocada nas rádios FM. Mas no geral, ele parece mais do mesmo e o álbum surge apenas como uma desculpa para fazer mais um disco e dar uma satisfação à gravadora. Realmente eu não sou fã do U2 e como uma banda tradicional de rock, fizeram um bom disco; mas apenas para os fãs.
BIO- os seus albuns preferidos são indiscutivelmente "classicos", mais é verdade que o u2 nao é mais o mesmo de antigamente, resta aguentar essas bandinhas meia boca que insistem em querer dizer que fazer um som novo
ResponderExcluir