domingo, 19 de abril de 2009

Lily Allen : U2

Com Lilly Allen foi amor à primeira audição. Quando ela despontou no Youtube em 2006 com o single “Smile”, que descrevia sua raiva contra um ex namorado, Lilly chegou ao estrelato como a maior revelação da música britânica. Seu álbum de estréia, que misturava sons caribenhos e batidas hip hop, acabou vendendo 2,5 milhões em todo mundo, com pirataria, internet e tudo.

Após o sucesso inicial, a expectativa era se ela conseguiria sobreviver ao fantasma do segundo disco. Quem esperava uma repetição de fórmulas, se surpreendeu com o álbum “It´s not me, It´s you”. Desta vez Lilly brinca com ritmos folk, country, segue algumas batidas pop, mas agrada mesmo é com os refrões fáceis e agradáveis. A única coisa que continua intacta é a língua ferina.

“Everyone´s At It” agrada como cartão de visita e é a mais próxima que o álbum chega do rock. Já a segunda “The Fear”, a escolhida para ser a música de trabalho do disco, se justifica pois é a mais gostosa de ouvir e traz uma batida pop e um refrão melódico que gruda no ouvido. A letra é uma critica ao consumismo. Quando você pensa que Lilly está singela demais, ela manda em “Not fair” seus primeiros torpedos. A introdução chupa uma canção folk dos filmes de velho oeste, mas logo entra numa batida mais country. A música, assim como “Smile” do primeiro disco, é um festival de declarações verborrágicos contra um ex-namorado. Já “Could Stay” a seguir é linda, atraente, mas são três faixas mais à frente com “F... You Very Much” que traz a velha Lilly de sempre. A música é contra um cara homofóbico e racista. Após isso sobra apenas “Chinese”, a mais próxima de uma balada que ela chega.

Bem, eu amo a Lilly Allen, e embora continue achando-a brilhante, senti um pouquinho de decepção, por que o disco não supera os arranjos e a criatividade do primeiro disco. O lado bom é que vemos ela um pouco mais madura neste álbum e não querendo parecer uma menina rebelde adolescente. Também pudera, depois de terminar um noivado e perder um bebê, não se podia esperar outra coisa.




***************************


U2 é mais do mesmo

U2 nunca foi uma unanimidade para mim. Enquanto considero “The Joshua Tree” e “Acchung Baby” obras primas, achei “Discotheque” e agora “No line on the horizon” uma grande chatice. O álbum lançado esta semana é uma verdadeira decepção, principalmente para quem acreditou quando Bono disse que este seria o melhor álbum da banda. Passa longe disso.

O álbum não é empolgante em nenhum momento. Ta bom, comecei a ouvir agora, mas só pelo fato de não ter me empolgado na primeira audição, já o tira da minha lista de melhores álbuns de 2009. As únicas que conseguiram aumentar minha adrenalina foi “Magnificent” que lembra um pouquinho a banda nos anos 80 e “Stand Up Comedy” tem uma batida legal e tem tudo para ser tocada nas rádios FM. Mas no geral, ele parece mais do mesmo e o álbum surge apenas como uma desculpa para fazer mais um disco e dar uma satisfação à gravadora. Realmente eu não sou fã do U2 e como uma banda tradicional de rock, fizeram um bom disco; mas apenas para os fãs.


Um comentário:

  1. BIO- os seus albuns preferidos são indiscutivelmente "classicos", mais é verdade que o u2 nao é mais o mesmo de antigamente, resta aguentar essas bandinhas meia boca que insistem em querer dizer que fazer um som novo

    ResponderExcluir

TODOS COMENTÁRIOS SÃO MODERADOS. (1) Não tiro dúvidas sobre doutrinas cristãs (2) Não permito ofensas, palavrões ou termos vulgares. (3) Não é permitido proselitismo, apostasia, contudo, aceitamos bons argumentos.