segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

POR QUE CARNAVAL É ERRADO?

Embora oficialmente e temporariamente sem religião, ainda me apego aos princípios bíblicos ensinados desde que ainda era um mulequinho. Não gosto de Carnaval, primeiro porque não gosto mesmo, segundo, porque não é de Deus. Não é de Deus? Como assim?

Nas Escrituras Sagradas os cristãos são advertidos a não participar de "kó-mos", palavra grega que geralmente é traduzida por muitas bíblias como festanças, glutonaria e bebedeiras, orgias, entre outras. (Romanos 13:13; Gálatas 5:19-21). A que se referia esta palavra grega utilizada pela Bíblia?

Um historiador especializado na cultura grega, Will Durant, explica: “Um grupo de pessoas transportando os falos sagrados [símbolo do órgão sexual masculino] e cantando ditirambos [canções] a Dionísio . . . constituía, na terminologia grega, um komos, ou festividade.” Dionísio, o deus do vinho na mitologia grega, foi mais tarde adotado pelos romanos, que lhe deram o nome de Baco. A relação com "kó·mos", porém, sobreviveu à mudança do nome. Outro especialista, Dr. James Macknight, erudito bíblico, escreveu: ‘A palavra kó·mois [uma forma plural de ko·mos] vem de Comus, o deus das festanças. Essas festanças homenageavam Baco, que por isso era chamado Comastes.’ As celebrações em homenagem a Dionísio e a Baco eram a própria encarnação da festança mencionada pela Bíblia. Como eram essas festas?


O Carnaval foi popularizado pelos Romanos em uma festa dedicada a Baco, deus dos prazeres.

Durante as festividades gregas em honra a Dionísio, segundo Durant, multidões de foliões “bebiam desenfreadamente, e . . . consideravam desprovidos de juízo aqueles que não o perdiam [i.e., o juízo]. Marchavam em tumultuosa procissão, . . . e enquanto bebiam e dançavam, entregavam-se a um frenesi no qual todos os preconceitos eram abandonados”. Algo bem parecido ocorria nas festividades romanas em honra a Baco (chamadas de bacanálias), em que as principais diversões eram bebedeiras, canções e música lascivas, e eram o cenário de “ações muito depravadas”, escreve Macknight. Multidões em frenesi, bebedeiras, danças e música libidinosas e sexo imoral eram os ingredientes das festanças greco-romanas.

E o que o Carnaval tem a ver com isso?

O Carnaval nada mais é do que uma versão atual das festas dedicadas a Dionisio e que mais tarde foi adotada pelo romanos em homenagem à Baco. A Igreja Católica Romana tentou proibí-la, mas quando viu que tinha resistencia do Império, que por sua vez não queria desagradar os romanos, acabou tolerando desde que a festança ocorresse a exatos 47 dias antes do domingo de Páscoa, tradição seguida até hoje para se determinar a data do Carnaval.

No século XI, a Igreja oficializou esse período como Quaresma,  período de 40 dias, aonde os fiéis deveriam praticar o jejum, que entre outras coisas, envolvia evitar comer carne, considerada impura. Desta forma, muitos foliões aproveitavam a festividade para se dedicar a todo tipo de prazeres desde que depois da quarta-feira de cinzas - dia em que se marcava o inicio da quaresma - pudessem obedecer as privações impostas pela Igreja, inclusive, de comer carnes. Assim, na Terça-Feira, último dia da folia, as pessoas davam adeus à Carne, surgindo a expressão em latim "carnis valle" que acabou dando o nome Carnaval.

Desde então o Carnaval foi oficializado como uma festa ligada paradoxalmente à religiosidade. Era uma festa dedicada aos prazeres. Podia se comer de tudo, se embrigar, e até as restrições morais eram liberadas. Todo sexo, mesmo o não consentido, era permitido o que causava muitos estupros de escravas e prostitutas. Escravos ganhavam liberdade provisória e o comércio fechava por sete dias. Até hoje, as orgias são chamadas de Bacanália ou de Bacanal.

Imoralidades, perversões sexuais, bebederias, violência, dedicação aos prazeres. Alguma semelhança com o Carnaval hoje em dia? Alguma semelhança com tudo aquilo que Deus disse que os cristãos não deveria praticar? Será que os Bacanais se sentiriam em casa ao participar de algumas das festas de Carnaval hoje em dia?

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição,
impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,
dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas,
acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse,
que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus."
- Gálatas 5:19-21



2 comentários:

  1. Verdade. Outro detalhe curioso é que o "Rei Momo" é outro vestígio das raízes pagãs do carnaval. Basta recorrermos a jornais dos finais do século 19 ou início do século 20 para vermos que naquele tempo este era chamado de "Deus Momo". Conta-se que Baco tinha um "deus" inferior, um tipo de ajudante ou servo de nome Momo. Na festa em homenagem a Baco, escolhia-se o soldado mais valente e forte para ser o "deus Momo". Nesse período o "escolhido" era acolhido com pompa, tudo que quisesse (incluindo mulheres) era fornecido. Ao final da festa, como o verdadeiro homenageado era Baco, o "escolhido" era sacrificado em honra a Baco. Em tempos posteriores, passou-se a escolher o mais gordo para simbolizar a prosperidade.

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  2. André, sentindo falta dos seus posts. Vamos usar mais o blog, rsrsr

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