sábado, 14 de agosto de 2010

A VARA DA DISCIPLINA E A LEI DA PALMADA


"A tolice está ligada ao coração do rapaz;
a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele."
— Provérbios 22:15.




Mês passado a câmara dos deputados aprovou a Lei da Palmada - uma modificação do Estatuto da Criança e do Adolescente no artigo 18 - e agora falta apenas a sanção do presidente Molusco da Silva para vingar. A Lei, como era de se esperar, está causando polêmica. Embora ela tenha um objetivo nobre que é coibir a violência contra a criança (embora isso já seja previsto no Código Penal e no Código Civil), o adicional dessa nova Lei é que ela configura qualquer ação física dos pais, inclusive os tapinhas e as palmadas, como crime.

A Lei foi criada ouvindo uma renca de seguidores da nova psicologia moderna que tem ensinado que qualquer punição física à uma criança ou adolescente, mesmo uma pequena palmada, causa um trauma emocional. Mesmo que as evidências mostrem que a atual juventude da "conversa" tenha se tornado rebelde, violenta e possua um histórico impressionante de desvios de padrões morais em relação aos filhos da surra e da palmatória.

Por exemplo, no programa da GNT Supermommy, uma psicóloga disse que não basta dizer para uma criança de 2 anos que ela não deve tocar na boca do fogão pois ela não entenderá. É preciso mostrar para ela que tocar vai prejudicá-la. Então o que ela aconselha? Chame a criança e diga "aqui não, dói!" e dê um tapinha na mão dela. A criança vai entender que tocar na boca do fogão é dolorido e não vai nem chegar perto. Simples? Pois é, a Lei da Palmada estabelece que até isso pode dar cadeia para os pais. O pai que der uns tapinhas na criança para que ela não enfie a mão na tomada elétrica, pode ser punido com advertências, multas ou até mesmo ser acompanhado de perto pelo conselho tutelar.

É óbvio que a intenção da Lei é bem vinda, afinal os casos de espancamento de crianças cresce no país, entretanto, punição a este tipo de ato já existe no código penal. O ruim dessa Lei é que ela se intromete na educação familiar, que para alguns pais, inclui a palmada do ponto de vista pedagógico. O que fazer para acalmar a criança birrenta, que grita, esperneia e se joga no chão loucamente? "Não meu filho, vamos conversar..." A Lei quer criar um monte de mães moles.

A Lei se intromete na educação familiar e cria situações bizarras como a de um filho que denunciou a mãe ao conselho tutelar só porque ela o flagrou fumando maconha e por causa disso lhe deu uma bela de uma surra. A mãe foi presa e o filho agora pode fumar maconha à vontade no CIAGO (a FEBEM de Brasília)!!!

Para nós, cristãos, a Lei é ainda mais controversa porque ela vai de encontro a um preceito bíblico que estabelece que a "vara" pode ser aplicável em alguns casos. E agora, a Bíblia estava errada?

Vale frizar que o conceito da Bíblia sobre a "vara da disciplina" mencionado em Provérbios não significa necessariamente que a Bíblia aprova o espancamento de crianças. Embora Jeová nunca mude, não se deve desconsiderar o contexto histórico e cultural. Nos dias de Israel a disciplina aos filhos envolvia entre outras coisas a punição física com varas, que na época tinha o efeito de corrigir o erro. Mas será que a "vara" era a primeira e única solução? Como o próprio nome da Bíblia diz, o livro de Provérbios faz parte de uma coleção de livrinhos que se completam. Nos dias de Israel os pais eram alertados a aconselharem seus filhos, conversarem com eles e transmitir preceitos de moral e virtude, entre outros. Assim, a "vara" só deveria ser aplicada se todos os métodos de ensino estivessem esgotados. - Deuteronômio 6:5-9; Provérbios 22:6; Efésios 6:4; Colossenses 3:21.

À base disso, hoje, os pais Testemunhas de Jeová são orientados a criar seus filhos dentro da "regulação mental" de Deus, orientando-os com carinho, amor, dedicação e paciência. Os jovens são levados à uma reunião o qual poderão conhecer e se juntar a outros jovens que são criados da mesma forma. Mas a Bíblia alerta que em alguns casos, talvez a conversa não seja suficiente para regular um coração rebelde. Alguns pais, então, acreditam que a punição física pedagógica seja a solução.

Vou contar meu exemplo: meu pai nunca me bateu. Já minha mãe a mão dela rolava solta nas minhas costas. Durante minha adolescência tomei duas surras inesquecíveis, sendo que numa delas, de mangueira! Isso fez com que odiasse minha mãe? Isso me tornou um jovem traumatizado e fora da lei? Jamais! Sabia que todas as surras e tapas que tomei eram merecidas e agradeço a elas por ter me tornado o homem honesto que sou hoje. Amo minha mãe de todo meu coração. Toda vez que pensava em fazer alguma coisa errada eu pensava na surra que poderia levar de minha mãe.

Hoje em dia temos uma juventude estragada pela "conversa". Meninos e meninas que não respeitam mais ninguém, cheios de vontade, mimados, sem noção do que é certo e errado, tudo por causa da maldita psicologia moderna. Criaram pais inúteis ou molengas que acham que uma conversinha com os filhos já o tiraram da responsabilidade do seus atos. "Meu filho foi preso? Ah, fiz o que pude... conversei com ele".

Se a Lei for finalmente sancionada, o presidente Molusco e suas bravatas vão ganhar novamente. Como um irmão costuma me dizer, isso é apenas para cumprir os tipos de pessoas mencionadas pelo apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:1-5. Enfim, só me resta dizer: “Amém! Vem, Senhor Jesus.”
(Rev.22:20)

2 comentários:

  1. BIO - quer dizer que os filhos precisam fumar seu "barato" em paz né?

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  2. essa geração de jovéns sem controle e desobediente aos pais só está se cumprindo as escrituras de como seria as pessoas nos últimos dias: desobedientes aos pais e sem qualqer respeito aos mais velhos.

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