quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ROSA DE SARON

Em tempos de banalização do rock, com bandinhas-teens-imbecis-feitos-para-adolescentes bombando nas FM, nada como buscar por algo mais maduro e de qualidade. Então você pode optar por bandas alternativas que se preocupam em fazer um som com criatividade sonora e letras mais intrínsecas como Ecos Falsos, Cérebro Eletrônico, Moptop, entre outros. Mas pode escolher também a banda católica Rosa de Saron.

A banda formada dentro do movimento católico da renovação carismática em 1988 serve de alternativa para os órfãos deixados pela Banda Catedral que no intuito de agradar gregos e troianos, acabou desviando do seu foco principal (nossa, até cover de Elvis eles gravaram, argh. Nada contra o Elvis, mas gravar um cover dele foi tosco demais) e com isso cairam no ostracismo.

Mais uma vez, vale frizar, não desperte seu preconceito ou tampe os ouvidos só porque eles são católicos. Eles não seguem a linha pregação, ou seja, nada de "aleluia, aleuia, glória ao senhor" de cantores gospeis comuns. Suas canções são mais discretas e evidencia muito mais a melodia e poesia das letras em celebrar a vida e o amor. São canções que grudam no ouvido. Enfim, ouçam primeiro; critique ou curta depois.




Depois de vender mais de 500 mil cópias do excelente álbum acústico, eles voltaram com as guitarras afiadas. O novo disco traz um Rosa de Saron mais contundente e aprimorado, sob influência de bandas britânicas, principalmente.

A canção de apresentação, o Sol da Meia Noite é a melhor de todas. Me lembra muito o 30 Seconds for Mars em alguns momentos. A banda possui uma guitarra base pesada de fundo, que serve de contraponto ao solista que dedilha pequenas notas que ao todo acabam se tornando um som vigoso. A letra é bonita e o refrão gruda automaticamente no ouvido, assim também como Menos de um segundo.

Folhas do Chão é uma balada que começa devagar e terminas com guitarras vigorosas bem ao estilo do rock underground inglês da década de 80. Em Um novo adeus eles fazem uns com arranjos em violoncelos que ficou muito legal. Mas as guitarras estraçalham mesmo nas canções Entre aspas e Mesma brisa que os colocam no topo de um dos melhores álbuns de rock da atualidade.

Minha triste imperfeição e Meu lugar formam as baladas do álbum, porém nada muito meloso não, um som com certa dinâmica e identidade. E por fim temos a experimental e poética Velhos Outonos aonde a poesia de Guilherme Sá é declamado com um ótimo fundo musical.




2 comentários:

  1. BIO - OC CARAS TOCAM PRA CARAMBA

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  2. Não é por que uma música é feita por
    católicos, evangélicos ou adventistas
    que eu vou deixar de ouvir, mas sim se
    a letra daquela música contraria a
    verdade bíblica.
    Se contraria, nunca ouvirei, caso
    contrário, ouço e sou feliz.
    .
    Se a religião da pessoa fosse o fator
    determinante para eu escolher se escutaria
    a musica dela, então, nenhuma musica produzida
    por cantores que não fossem Tjs seria aceitável.
    logo isso é um argumento falacioso.
    .
    Phil Collins é tj?
    Mariah Carey é?
    Skank seria?
    Este balaio de cantores sertanejos
    são todos testemunhas de Jeová?
    Cantam eles alguma música que fale de
    Deus de modo elogiavel?
    .
    Pois bem, a minha escolha é, eu escuto
    a boa musica, desde que eu saiba que
    a letra desta música não se choque com
    a verdade da bíblia e desde que seja
    música, não barulho.

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