É, as coisas estão realmente ficando complicadas. Depois que o "politicamente correto" deixou o mundo mais sem graça, agora tudo é motivo para se acusar alguém ou algo de homofóbico. Tudo é motivo para gays e lésbicas apelarem para o famoso "eu sou vítima" para transformar o livre direito da pessoa de pensar, e até de se expressar - por que não? - em discriminação e homofobia.
Aqui em Brasília, esta semana, tivemos um caso absurdo que beira o extremo de onde isso vai parar. No Parque Nacional de Brasília, mais conhecido aqui como "Água Mineral" uma cena inusitada: duas meninas andando de mãos dadas. Uma senhora, com todo direito que ela tinha em expressar sua opinião pessoal, não gostou daquilo e deve ter comentado com alguém ao seu lado algo como "nossa que horrível" ou "onde esse mundo vai parar?".
Resultado. Um monte de desocupadas que não tinham que fazer, transformou o caso numa tempestade em copo d´água e marcaram um beijaço gay no parque para protestar. E não foi só isso, pegaram o nome da mulher e ameaçaram ir à polícia se ela não fosse pessoalmente se desculpar. Detalhe: as meninas, que foram supostamente ofendidas, não se importaram com o comentário e nem sequer compareceram ao tal protesto.
Está havendo uma confusão enorme em misturar preconceito com discriminação. Segundo um dicionário "Preconceito" é um conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério. Já "Discriminação" é o ato de discriminar, separar ou rejeitar alguém à base de um preconceito. As pessoas tem o direito de ter o conceito que quiser sobre as coisas, o que ela não pode é discriminar alguém baseado nesse conceito. Na prática significa que se um cara mal encarado e mal vestido entra na minha loja para comprar algo, eu posso ter o conceito de que ele pode ser um ladrão, porém, você não pode deixar de atendê-lo por causa disso, senão constitui um crime de discriminação.
É importante se atentar a isso porque há três anos está tramitando na câmara a Lei 122/2006 que criminaliza "atos ou práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas". Aprovada num desses dias onde o Congresso estava vazio, a Lei é perigosa pois pode criar privilégios especiais para um grupo que pode utilizar a Lei não como objeto de defesa, mas como desculpa para o ataque. Imagine por exemplo que uma patroa demita uma empregada, que por acaso seja lésbica, se ela apelar para essa Lei, alegará que foi demitida por causa de sua orientação sexual e a coitada da patroa poderá pegar uma cana de 2 a 5 anos de prisão.
Pior ainda, as igrejas de um modo geral, mas especialmente nós, Testemunhas de Jeová, que seguimos fielmente o que foi estabelecido por nosso Deus sobre as práticas homossexuais, (1 Cor 6:9,10; 1 Tim.1:8-10) podemos ser processados por alguém que venha a não se batizar ou receber privilégios na congregação, alegando discriminação homofóbica.
Gente, onde vamos parar? Eu não posso condenar alguém que me ache feio, tolo, idiota ou imbecil; mesmo achando injusto eu tenho que respeitar a liberdade de pensamento das pessoas. Eu posso condenar, sim, se alguém me discrimina ou me trata mal por causa disso. Mas não precisamos de uma Lei específica sobre homofobia, porque a Constituição Federal já me garante que todos são iguais perante à Lei. Impondo a aceitação à Sociedade só trará mais preconceitos e ódio.
Do jeito que as coisas vão, vai chegar o dia em que se eu disser que sou homem e gosto de mulher, isso será considerado uma declaração homofóbica.
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Aqui em São Paulo, mais precisamente no Parque do Ibirapuera é normal... normal não, realmente muito COMUM ver gays e lésbicas aos amassos. As pessoas nem ligam mais de ver cenas desse tipo, já é parte do cotidiano.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOi Andre faz tempo que não acesso seu blog. Mano esse assunto é sério se aprovado a lei precisaremos muito da ajuda de Jeová para não desagradarmos a ele. abraços
ResponderExcluira parada gay aqui em são paulo arrasta multidão e isso tem servido de pretexto para olharmos de bons olhos para esse grupo.
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