sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sangue - A mediocridade do Hospital de Base

No jornal Correio Braziliense de hoje traz uma matéria sobre uma irmã que está hospitalizada no Hospital de Base, e mesmo com a assinatura do “documento do sangue”, reconhecido firma em cartório, a filha entrou na Justiça e conseguiu uma ordem judicial para que os médicos implantem uma transfusão de sangue nela. Entre pareceres de advogados e opiniões de médicos, como era de se esperar a reportagem trata-nos como idiotas.

A reportagem deu a entender que os direitos do paciente praticamente não existem e citam mais três casos de Goiânia, Recife e Rio de Janeiro, onde mesmo após o paciente se manifestar contra a transfusão, os hospitais entraram na Justiça pelo Direito de imputar o tratamento contra a vontade da “vítima”. No caso carioca, o agravante é pior ainda, pois segundo a Juíza Jaqueline Teixeira, “os homens tem que se submeter as Leis dos homens, e não a Lei de Deus”, e por causa disso mandou prender o casal de irmãos que tentou, sem sucesso, submeter sua filha a um tratamento alternativo, invés do sangue.

No caso do Hospital de Base, a noticia é uma surpresa, principalmente por quem em gestões anteriores, no governo de Joaquim Roriz, os diretores do hospital não só aceitaram em colaborar com as Testemunhas de Jeová, por meio de acordo firmado com a COLIH, como tomaram a iniciativa de buscar popularizar estes métodos em outros pacientes que não são cristãos, que ficaram tão famosos que virou duas páginas deste mesmo jornal. Infelizmente a nova gestão jogou todo um trabalho no lixo e passou a utilizar da mediocridade para tratar seus pacientes. Bando de incompetentes!

Sempre utilizo o exemplo de minha mãe para mostrar que o tratamento com sangue é fraco, superficial e apenas serve como bode expiatório de médicos incompetentes. Ela fez três pontes de safena sem utilizar uma gota de sangue de outra pessoa. Em apenas dois dias estava andando normalmente na UTI e mais dois dias recebeu alta. Já outras pessoas que fizeram o tratamento com sangue, não tiveram a mesma rapidez na recuperação; e pior, outras nunca saíram do hospital, como aconteceu com uma tia recentemente.

Mas pelo visto enquanto a COLIH trabalha para conscientizar alguns médicos, lamentavelmente temos a retórica demagógica da OAB e outros membros da equipe médica que estão dispostos apenas em seguir a obviedade sem se preocupar com os direitos e desejos dos pacientes.

3 comentários:

  1. A maioria na congregação sabe, e se não sabe, deveriam saber, afinal somos todos TESTEMUNHAS DE JEOVÁ e não deve haver nenhum tipo de preconceito. Porem, para preservar, retirarei o nome dela.

    ResponderExcluir
  2. "todos são iguais perante a lei"...reza nossa constituição federal no seu parágrafo 5, porém eu me pergunto, será?...

    ResponderExcluir

TODOS COMENTÁRIOS SÃO MODERADOS. (1) Não tiro dúvidas sobre doutrinas cristãs (2) Não permito ofensas, palavrões ou termos vulgares. (3) Não é permitido proselitismo, apostasia, contudo, aceitamos bons argumentos.