terça-feira, 20 de maio de 2008

[ Jerusalém ]

“Tanto sangue derramado, tanto ódio entre irmãos, há algo de santo numa cidade disputada eternamente pelos abraâmicos?”. Esta observação feita no filme Cruzadas, reflete bem o fascínio que a cidade de Jerusalém exerce para bilhões de pessoas em todo o mundo. As chamadas religiões abraâmicas – Cristianismo, Judaísmo e Islamismo – são eternas rivais (sic), mas possui na cidade de Sião, pedra fundamental de sua fé.

Totalmente destruída por duas vezes, uma pelos Babilônios em 607 AEC e depois pelos romanos no ano 70 da nossa era comum, ela conseguiu se erguer sendo reconstruída e se tornando símbolo da existência divina.

Na primeira reconstrução feita pelos próprios judeus, vemos a existência de Jeová, pelas dificuldades geográficas, financeiras e bélicas encontradas na reconstrução da muralha, do templo e da cidade. Muitos duvidam do relato do livro bíblico de Neemias e Esdras, dizendo que os Persas – conhecido por ser um povo frio e violento – jamais daria tantos materiais, riquezas e poder para um copeiro reconstruir uma grande cidade. Claro, a reconstrução do tempo não é algo explicável do ponto de vista humano; foi um milagre de Deus.

Na segunda reconstrução, embora não tenha sido feita pelos judeus, vemos de certa forma outro milagre. Jerusalém nunca foi vista pelos romanos com bons olhos. Eles os consideravam um estorvo, principalmente por causa das diversas rebeliões causadas por facções judias como os Macabeus por exemplo. (Para entender melhor, leia os livros apócrifos de Macabeus I e II, disponível em versões católicas). Seria muito mais fácil para os romanos deixar os judeus à míngua e abandonados, mas por algum motivo, os romanos aceitaram o conselho de Herodes, o Grande, de agradá-los e tentar torna-los aliados, fazendo várias obras de construção de casas, saneamento básico e reformas no Templo, que segundo historiadores, gastou uma soma enorme de dinheiro para "um povo que Roma considerava desprezível". No entanto, como nós já sabemos, pouco tempo depois a cidade e o templo foram destruídos mais uma vez pelos romanos.

Hoje do templo só resta um pedaço de muro que alguns judeus usaram para se lamentar no passado, e se lamentam até hoje! A cidade está totalmente mudada, pois em vez de torna-la um museu à céu aberto, seus governantes permitiram que a modernidade fosse construída dentro dela. Nos anos 100, ela mudou até de nome – Aelia Capitolina – e depois foi reconstruída e reformada várias vezes. Apesar disso, ainda hoje é uma cidade importante para Cristãos, Judeus e Muçulmanos.

Hoje no Rio de Janeiro será inaugurada aquela que promete ser a maior replica da cidade de Jerusalém, dos dias de Jesus, no mundo. A obra está instalada no Centro Cultural Jerusalém (CCJ), em Del Castilho, Zona Norte do Rio, e mede 737, 7 metros quadrados. Para os irmãos que vão vê-la, minha inveja. Vi só pela TV e impressiona.

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