sábado, 5 de abril de 2008

[ “It's Britney, bitch” ]

Nós cristãos, muitas vezes, precisamos saber separar a pessoa do artista quando se trata de música, cinema e outras artes e culturas. Britney Spears é um grande exemplo disso. Eu sou um dos que gostam dessa menina do interior de Louisiana, EUA, que se tornou o segundo maior ícone do mundo, atrás apenas de sua mestra Madonna.

A despeito de todas as loucuras cometidas por Britney até hoje, ela consegue ótimos produtores que transformam seus álbuns em sucessos de venda. Não é à toa que canções como “Ops, I did again” ou “You drive crazy” embalam festinhas mesmo após uma década.

Depois de raspar a cabeça, visitar clínicas de reabilitação, perder os filhos pro ex-marido e bater loucamente em paparazzis, eu achei que a Britney não teria mais fôlego para se manter no mundo da música. Mas quando todos pensavam que o novo álbum Blackout seria o golpe de misericórdia de fim de carreira, Britney lança um dos melhores álbuns de 2007.

Além dos sucessos já conhecidos até agora “Gimme More” e “Piece of me”, o álbum está repleto de músicas dançantes ótimas para embalar qualquer pista de dança. Bem diferente de tudo que ela já fez até agora, Britney resolveu seguir os conselhos e assumir como mulher, e não como aquela menina sensual para agradar adolescentes – afinal, seus fãs cresceram junto com ela.

Em minha opinião a melhor música do álbum é “Piece of me” e “Heaven on Earth”. A primeira por ser uma resposta-vingança aos críticos e a segunda por possuir uma batida bem gostosa beirando o trance, estilo das músicas eletrônicas. Ela evitou as baladas românticas (ainda bem), mas o mais próximo de uma música romântica é “Love is state of grace”. Ótima, também.

O álbum foi tão bem elogiado pela crítica mundial, que aqueles que não aceitam engolir um sapo facilmente ainda preferiram focar a atenção em sua vida pessoal. Mas talvez a melhor retórica para resumir tudo isso veio do jornal Philadelphia Inquirer que declarou em sua página na internet: Não quero saber se Britney está magra ou gorda; o seu novo álbum foi produzido inteligentemente e é um exercício eficaz para o dance-pop. Assino em baixo.

Um comentário:

TODOS COMENTÁRIOS SÃO MODERADOS. (1) Não tiro dúvidas sobre doutrinas cristãs (2) Não permito ofensas, palavrões ou termos vulgares. (3) Não é permitido proselitismo, apostasia, contudo, aceitamos bons argumentos.