quinta-feira, 7 de junho de 2007

[ Você já acreditou em contos de fadas? ]

Quando éramos criança nossa imaginação sempre buscou fugir da realidade criando um mundo alternativo, não necessariamente perfeito, mas diferente da vida usual que vivíamos. Criávamos histórias interessantes, fantásticas, virávamos heróis e importantes ao mesmo tempo. Quantas vezes quisemos estar no País das Maravilhas ou ser um Peter Pam? Quem não quis ser o protagonista do filme A História sem fim ou viver no Sítio do Pica Pau Amarelo? Alguns de nós crescemos e esquecemos deste mundo; outros, porém, continuaram fabulosos e assim nasceram as histórias conhecidas como "contos de fadas".






Labirinto do Fauno é um conto de fadas para adultos. É assim que podemos descrever o filme do mexicano Guilherme Del Toro, que por ser falado em espanhol, acabou sendo um charme a mais (Os americanos quiseram dublar o filme para exibição nos Estados Unidos, mas Del Toro foi irredutível). Não é difícil saber porque ele foi tão aclamado em todo o mundo e ao mesmo tempo o mais injustiçado do Oscar, por não ter levado o prêmio de melhor filme estrangeiro. Labirinto emociona e nos faz lembrar das nossas fábulas que temos medo de criar por sermos adultos.

O filme se passa no período da guerra civil da Espanha, em 1944. Uma garota chamada Ofélia e sua mãe se mudam para uma região onde rebeldes ainda lutam contra as forças militares de Franco, representada ali pelo cruel Capitão Vidal. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes, jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre uma fada que a leva para um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra diante dela. Lá ela encontra um Fauno, que a informa que ela é uma princesa de um reino encantado esquecido entre os humanos, e que para retornar ao seu reino, terá que passar por 3 provas difíceis, que acabará trazendo consequencias diretas às pessoas ao seu redor.

Labirinto é um daqueles filmes em que universitários, psicólogos ou intelectuais adorarão passar horas discutindo. O filme faz um paralelo interessante entre o que é real e o que é fantasia, nos emociona e ao mesmo tempo nos faz questionar até onde vivemos nossas fábulas.

Não é um filme para crianças (há muitos diálogos agressivos e cenas de violência), mas um filme para adultos. Ao contrário de Peter Pan e O Pequeno Príncipe, que nos incentiva a usar de toda nossa imaginação como uma forma de escapar de nossos problemas da vida real, Labirinto do Fauno nos mostra exatamente o contrário, que imaginação nos ajuda apenas a anestesiar as nossas dores, e se for usada com este objetivo, pode ser escapista, mas no final, a realidade é sempre mais do que a realidade.

Por isso mesmo, ao contrário dos contos de fadas, este filme não termina com a famosa frase "...e viveram felizes para sempre", mas com um fabuloso, e eles passaram a refletir em suas vidas para sempre.

Um comentário:

  1. Olá mano, fala o mano de portugal... espero que esteja tudo bem contigo, gostei dos posts, muito bons, acerca do post do MSN, ri muito achei graça!! abraço!

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