quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

[ Destruição da Mansão Wildberger ]

Recebi como um choque a notícia de que a Mansão Wildberguer havia sido demolida para construção de um espigão de luxo. Para mim, que vivi minha infância e parte da minha pré-adolescência naquela mansão, é como se fosse quebrada uma parte de mim. Meu pai, trabalhou naquela naquela casa como motorista durante 30 anos de sua vida, desde que chegou jovem de Itabuna, primeiro como motorista do Sr. Arnold Wildberger e depois de sua filha, Verena Wildberguer e seu ex-marido Luiz Américo.

Todo sábado, meu pai me levava para o trabalho, e passava horas brincando nos jardins imensos daquela mansão, fingindo estar num lugar misterioso, perdido, inóquo. Me lembro de todas as pessoas queridas que trabalhavam naquela casa: as cozinheiras Ana e Antonia, o outro motorista Jorge, o jardineiro "seu" Oliveira, além do mordomo que esqueci o nome, caramba, como o tempo passou rápido.

As intimidade e confiança deles por meu pai era tanta, que fui batizado, na igreja católica, quando criança, tendo a Verena como minha madrinha. Na minha infãncia ela cumpriu seu papel, ao financiar meu curso de inglês e informática. Volto no tempo e lembro de todas as coisas que passei naquela casa, que possuía objetos raríssimos e antiquíssimos. Ao ver as fotos da demolição no jornal A Tarde, foi como uma facada no peito, lembranças que agora ficarão de verdade no passado.

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