A desassociação, ou 'excomunhão' nas maioria das religiões, é um procedimento comum e já discuti isso aqui numa postagem. Ocorre que de todas as religiões, apenas as Testemunhas de Jeová a executa de fato.
Segundo informações de Betel, são cerca de 40 mil desassociações por ano em todo o Brasil. O processo de desassociação é complexo e costuma ter procedimentos burocráticos que podem levar até trinta dias, a depender de cada situação. O retorno se dá em média um ano depois da pessoa ser desassociada.
Segundo informações de Betel, são cerca de 40 mil desassociações por ano em todo o Brasil. O processo de desassociação é complexo e costuma ter procedimentos burocráticos que podem levar até trinta dias, a depender de cada situação. O retorno se dá em média um ano depois da pessoa ser desassociada.
Nenhuma Testemunha de Jeová foi enganada sobre isso. Todos, antes de batizar, passa por uma bateria de questionamentos para ter certeza de sua decisão. São batizados quando tem plena consciência de que se forem desassociados perderão o contato com parentes e amigos.
Em toda minha vida sempre 'desobedeci' a ordem de não falar com desassociados. Mas admito que nunca consegui engolir a história da desassociação... não da desassociação em si, já que é bíblico, mas dos procedimentos que a envolve hoje em dia. Mantinha sim contato com eles e ajudava sempre que fosse possível a retornar à Organização de Jeová. Justamente por não achar amoroso fingir que alguém não existe. E isso me atormentava, afinal, eu estava desobedecendo uma ordem. Então eu pesquisava mais e mais, e cada vez mais eu não concordava justamente por não achar uma base bíblica para o tipo de desassociação que hoje é praticado, onde grande parte do processo não existe na palavra de Deus, mas fora inventado pelo Corpo Governante.
Se a desassociação fosse tão importante assim para Jeová, esse procedimento deveria ser mais claro e ter orientações específicas na Bíblia. Mas não tem! Não existe nenhuma menção de uma comissão judicativa em toda as escrituras gregas. Não existe nenhuma determinação de regras e procedimentos específicos, empregabilidade e aplicabilidade em cada caso.
Por exemplo: as definições para os cargos de anciãos e servo ministeriais estão bastante claras nas cartas de Paulo. (1 Tim 3:1-10; Tito 1:5-9) Por meio dessas cartas é possível observar muitos procedimentos administrativos de como eram feitas as reuniões nas congregações primitivas.
Por este motivo, perdoe-me Jeová pela comparação se for injusta, mas 96% dos procedimentos da desassociação que ocorrem hoje foram inventados pelo homem, assim como as Leis adicionais incluídas pelos sacerdotes nos dias antes de Jesus vir à Terra.
"DESASSOCIAÇÃO" NO ANTIGO ISRAEL
As coisas eram cabulosas nos dias do antigo Israel. Alguém podia até ser morto por apedrejamento a depender do erro praticado, que incluía blasfêmias, adultério, homicídio e comer sangue. (Num. 15:30,31)
O tempo passou e os judeus criaram regras adicionais que não estavam na Lei Mosaica e só demonstravam sua arrogância e hipocrisia. Já nos dias de Jesus, a história nos mostra que as sinagogas já serviam como tribunais de julgamento que aplicavam até pena de morte, embora, não eram executadas porque o Império Romano impedia.
O Estudo Perspicaz, volume II, na página 87 explica:
"As sinagogas judaicas tinham um sistema de excomunhão, ou de desassociação, de três passos ou três nomes. O primeiro passo era a pena de nid·dúy, de duração relativamente curta, inicialmente de apenas 30 dias. Quem sofria esta pena era proibido de usufruir certos privilégios. Podia ir ao templo, mas ali sofria certas restrições, e todos, fora da sua própria família, tinham ordens de se manter afastados 4 côvados (c. 2 m) dele. O segundo passo era hhé·rem, que significava algo devotado a Deus ou proscrito. Era um julgamento mais severo. O ofensor não podia ensinar, nem ser ensinado, em companhia de outros, nem podia fazer transações comerciais além da compra das necessidades da vida. Todavia, não era totalmente expulso da organização judaica, e havia uma possibilidade de ele voltar. Finalmente, havia sham·mat·táʼ, seu decepamento total da congregação. Alguns acham que as últimas duas formas de excomunhão não tinham diferença entre si."
Alguma semelhança com o que hoje é praticado pelas Comissões Judicativas das Testemunhas de Jeová?
Mas só pra constar, esse sistema de julgamento foi totalmente condenado por Jesus Cristo, uma vez que baseava em julgamento de homens e não de Deus. (João 16:2; compare com Mateus 18:15-17)
Como sabemos Jesus estabeleceu o novo pacto, e embora a Lei fosse uma sombra das coisas vindouras, Jesus reescreveu uma nova Lei baseada no amor e no perdão, extinguindo completamente todos os procedimentos jurídicos da Lei Mosaica, quanto mais, das Leis adicionais inventadas pelos sacerdotes judeus. (Lucas 22:20; Hebreus 8:13)
DESASSOCIAÇÃO NAS ESCRITURAS GREGAS (NOVO TESTAMENTO)
A primeira exortação a desassociação de um membro da congregação primitiva aconteceu à congregação em Corinto. (1 Cor. 5:1-6) Parece que a congregação tolerava a presença de um membro que praticava as maiores imoralidades sexuais com a esposa de seu pai, e não achava isso errado. É possível que ele tivesse sido exortado por alguns anciãos, mas persistido no seu erro. Ele não respeitava a congregação e sua prática trazia um vitupério para Jeová perante a comunidade. Paulo diz claramente que ele deveria ser expulso da congregação.
Mais à frente, aproveitando da situação, ele continua:
"Eu lhes escrevi na minha carta que parassem de ter convivência com os que praticam imoralidade sexual, não querendo dizer toda a convivência com as pessoas deste mundo que praticam imoralidade sexual, ou com os gananciosos, com os extorsores ou com os idólatras. Nesse caso, vocês teriam realmente de sair do mundo. Mas eu lhes escrevo agora que parem de ter convivência com qualquer um que se chame irmão, mas que pratique imoralidade sexual, ou que seja ganancioso, idólatra, injuriador, beberrão ou extorsor; nem sequer comam com tal homem. Pois o que eu tenho a ver com o julgamento dos de fora? Não são vocês que julgam os de dentro, ao passo que Deus julga os de fora? Removam do meio de vocês a pessoa má." (1 Cor 5:9-13)
Pra mim há uma situação clara. Se eu tenho dentro da congregação alguém que pratica um erro, que visivelmente demonstra rebeldia e desobediência, obviamente eu não permitirei que essa pessoa continua contaminando outras pessoas e ela será convidada a não pertencer mais a congregação. Se continuar no seu erro e numa arrogancia, é natural que os irmãos sejam exortados a não terem nenhum contato com ele. Isso foi base para alguns casos na congregação primitiva (1 Tim 1:19,20; 3 Joao 9,10)
Mas observem que as Escrituras citam tais casos - observem que todos eram casos drásticos!! - mas não explica quais eram os procedimentos minuciosos para adotar isso. Nem mesmo os historiadores que são tão "consultados" pelos Corpo Governante, como Flávio Josefo, Tácito Suetônio e Plinio, mencionam em seus escritos como funcionavam o procedimento de expulsão do membro da igreja cristã.
Olhando a grosso modo podemos dizer que era um procedimento óbvio, sem burocracias ou comissões judicativas. O errante era convidado a não mais frequentar a congregação, os irmãos a não mais ter convivência com ele - talvez isso fosse até natural sem precisar de uma regra específica - até que houvesse um arrependimento. No dia que ele demonstrasse esse arrependimento, os anciãos decidiam se ele podia voltar à congregação.
Mas observem que as Escrituras citam tais casos - observem que todos eram casos drásticos!! - mas não explica quais eram os procedimentos minuciosos para adotar isso. Nem mesmo os historiadores que são tão "consultados" pelos Corpo Governante, como Flávio Josefo, Tácito Suetônio e Plinio, mencionam em seus escritos como funcionavam o procedimento de expulsão do membro da igreja cristã.
Olhando a grosso modo podemos dizer que era um procedimento óbvio, sem burocracias ou comissões judicativas. O errante era convidado a não mais frequentar a congregação, os irmãos a não mais ter convivência com ele - talvez isso fosse até natural sem precisar de uma regra específica - até que houvesse um arrependimento. No dia que ele demonstrasse esse arrependimento, os anciãos decidiam se ele podia voltar à congregação.
DESASSOCIAÇÃO NOS DIAS DE HOJE
Hoje em dia a desassociação é uma das marcas registradas das Testemunhas de Jeová. Existe uma lista de procedimentos que ultrapassa mais de 20 páginas como se agir numa Comissão Judicativa. Existe, inclusive, o procedimento que sequer foi citado na Bíblia, chamado de dissociação - quando o membro decide por livre espontaneidade não ser mais reconhecido como membro das Testemunhas de Jeová.
A desassociação é um ato de expulsão. Ao contrário do que muitos pensam, o desassociado não é uma Testemunha de Jeová em período de punição. Não! Ele não é mais Testemunha de Jeová e é assim, dessa forma, que é anunciado nas congregações.
Como uma ação que é citada apenas en passant pelas cartas de Paulo deu origem a um procedimento judicativo que transborda mais de 30 páginas e que julga o crente por "crimes" que vão desde a pornografia ao adultério e fornicação? Quem somos nós para decidirmos se alguém pode ser considerado por Jeová, como sua Testemunha, ou não?
É muita responsabilidade colocada nas costas de um ancião. Lembra de Davi? Jeová deixou claro para Samuel que apenas Ele pode ver e ouvir o coração dos homens e julgar com justiça. (1 Samuel 16:7) Nós somos imperfeitos. Imagina você tendo que decidir se alguém merece, ou não, o favor de Jeová baseado apenas na situação sem analisar o coração e mente de um errante? Ainda que todos os anciãos membros de uma comissão judicativa fossem psicólogos, ainda assim, não seriam producentes julgar alguém pela causa e efeito.
Em 2007, um relatório interno de Betel enviado aos anciãos mostravam que cerca de 33 mil pessoas foram desassociadas naquele ano. Dessas desassociações, cerca de 8% recorriam à Betel, e 3% eram anulados. Ou seja, no pior dos casos, cerca de 80 pessoas [corrigido] deixaram de ser desassociados injustamente!
"Ah, mas mesmo que ocorra injustiça, o importante é que Jeová sabe o coração e essa pessoa será restaurada". Sim, claro, sabemos disso. Mas até lá estragaram todo emocional de uma pessoa, marginalizando ela da companhia de amigos, e até parentes, sem falar no impacto psicológico de ser visto como uma pária pela congregação. Ser ignorado por alguém, já causa transtornos, imagina ser ignorado por toda uma congregação? Ocasionalmente filtro comentários de "cristãos" que simplesmente crêem que os desassociados são párias e que merecem o destino a que se colocaram.
POR OUTRO LADO
O fato de não concordar com a desassociação praticada atualmente pelas Testemunhas de Jeová, não significa que concorde com qualquer ato de rebeldia, como ações judiciais impetrados por alguns, com o objetivo de forçar os irmãos a ressocializar um desassociado à força. Acredito que essas mudanças virão de cima, no seu devido tempo.(Prov. 4:18)
Como disse no inicio desse texto, nenhuma Testemunha de Jeová foi enganada. Todos sabiam qual era a consequência e quais normas a serem seguidas. Ninguém foi batizado à força. E é baseado nesse princípio que todas as ações contra as Testemunhas de Jeová são perdidas na Justiça Comum.
As Testemunhas de Jeová são respeitadas em todo o mundo e reconhecidas por suas qualidades de organização, amor e respeito aos princípios morais. Por causa disso as Testemunhas de Jeová raramente são envolvidas em casos de escândalos morais, sexuais e políticos. E de fato, quanto aqueles realmente rebeldes que desdenham das normais bíblicas, a desassociação tem ajudado a proteger os irmãos de serem infectados por tal espírito de rebeldia.
RESUMO DA ÓPERA
Por este motivo, desde que me tornei Testemunha de Jeová há uns 17 anos, nunca entendi - à base da minha pesquisa da Bíblia - a desassociação e e por este motivo nunca obedeci. Sempre falei com meus amigos desassociado que eu via que queriam retornar à Organização, aconselhando-os, ajudando-os, as vezes até andando, sim, em atividades recreativas, porque queria deixar claro que ao contrário das 'Leis humanas", Jeová não os tinha abandonado.
Por este motivo mantenho esse blog. Muitos podem me chamar de apóstata, mas enfim, creio que é minha contribuição para ajudar aqueles que são desassociados e não possuem uma ponta de ajuda sequer de ninguém para reencontrar o caminho de volta.
Hoje em dia a desassociação é uma das marcas registradas das Testemunhas de Jeová. Existe uma lista de procedimentos que ultrapassa mais de 20 páginas como se agir numa Comissão Judicativa. Existe, inclusive, o procedimento que sequer foi citado na Bíblia, chamado de dissociação - quando o membro decide por livre espontaneidade não ser mais reconhecido como membro das Testemunhas de Jeová.
A desassociação é um ato de expulsão. Ao contrário do que muitos pensam, o desassociado não é uma Testemunha de Jeová em período de punição. Não! Ele não é mais Testemunha de Jeová e é assim, dessa forma, que é anunciado nas congregações.
Como uma ação que é citada apenas en passant pelas cartas de Paulo deu origem a um procedimento judicativo que transborda mais de 30 páginas e que julga o crente por "crimes" que vão desde a pornografia ao adultério e fornicação? Quem somos nós para decidirmos se alguém pode ser considerado por Jeová, como sua Testemunha, ou não?
É muita responsabilidade colocada nas costas de um ancião. Lembra de Davi? Jeová deixou claro para Samuel que apenas Ele pode ver e ouvir o coração dos homens e julgar com justiça. (1 Samuel 16:7) Nós somos imperfeitos. Imagina você tendo que decidir se alguém merece, ou não, o favor de Jeová baseado apenas na situação sem analisar o coração e mente de um errante? Ainda que todos os anciãos membros de uma comissão judicativa fossem psicólogos, ainda assim, não seriam producentes julgar alguém pela causa e efeito.
Em 2007, um relatório interno de Betel enviado aos anciãos mostravam que cerca de 33 mil pessoas foram desassociadas naquele ano. Dessas desassociações, cerca de 8% recorriam à Betel, e 3% eram anulados. Ou seja, no pior dos casos, cerca de 80 pessoas [corrigido] deixaram de ser desassociados injustamente!
"Ah, mas mesmo que ocorra injustiça, o importante é que Jeová sabe o coração e essa pessoa será restaurada". Sim, claro, sabemos disso. Mas até lá estragaram todo emocional de uma pessoa, marginalizando ela da companhia de amigos, e até parentes, sem falar no impacto psicológico de ser visto como uma pária pela congregação. Ser ignorado por alguém, já causa transtornos, imagina ser ignorado por toda uma congregação? Ocasionalmente filtro comentários de "cristãos" que simplesmente crêem que os desassociados são párias e que merecem o destino a que se colocaram.
POR OUTRO LADO
O fato de não concordar com a desassociação praticada atualmente pelas Testemunhas de Jeová, não significa que concorde com qualquer ato de rebeldia, como ações judiciais impetrados por alguns, com o objetivo de forçar os irmãos a ressocializar um desassociado à força. Acredito que essas mudanças virão de cima, no seu devido tempo.(Prov. 4:18)
Como disse no inicio desse texto, nenhuma Testemunha de Jeová foi enganada. Todos sabiam qual era a consequência e quais normas a serem seguidas. Ninguém foi batizado à força. E é baseado nesse princípio que todas as ações contra as Testemunhas de Jeová são perdidas na Justiça Comum.
As Testemunhas de Jeová são respeitadas em todo o mundo e reconhecidas por suas qualidades de organização, amor e respeito aos princípios morais. Por causa disso as Testemunhas de Jeová raramente são envolvidas em casos de escândalos morais, sexuais e políticos. E de fato, quanto aqueles realmente rebeldes que desdenham das normais bíblicas, a desassociação tem ajudado a proteger os irmãos de serem infectados por tal espírito de rebeldia.
RESUMO DA ÓPERA
Por este motivo, desde que me tornei Testemunha de Jeová há uns 17 anos, nunca entendi - à base da minha pesquisa da Bíblia - a desassociação e e por este motivo nunca obedeci. Sempre falei com meus amigos desassociado que eu via que queriam retornar à Organização, aconselhando-os, ajudando-os, as vezes até andando, sim, em atividades recreativas, porque queria deixar claro que ao contrário das 'Leis humanas", Jeová não os tinha abandonado.
Por este motivo mantenho esse blog. Muitos podem me chamar de apóstata, mas enfim, creio que é minha contribuição para ajudar aqueles que são desassociados e não possuem uma ponta de ajuda sequer de ninguém para reencontrar o caminho de volta.

André eu li o que escreveu e gostaria de fazer algumas considerações, se me permitir. São apenas minhas opiniões, não sou dono da verdade!
ResponderExcluirA grande questão que vejo é: Até quando eu tento seguir exatamente os registros inspirados na Bíblia?
É bem verdade que não existe na Bíblia um procedimento para desassociação, um passo a passa claro. Mas onde encontramos um passo a passo para nossas ações? Teríamos uma quantidade imensa de volumes bíblicos, algo inviável para seguir ou até mesmo ler.
O que existe então? A exortação de remover a pessoa de dentro da congregação. Parar de ter convivência com ela, inclusive não cumprimentando essa pessoa. Dúvidas sobre isso? Acho que os textos abaixo são claros.
1 Corintios 5:9-13 Quando menciona sobre a expulsão de um membro exorta de forma clara: "Eu lhes escrevi na minha carta que parassem de ter convivência"... “Removam do meio de vocês a pessoa má.”
Ou seja, deixar de ter associação com ela. Mas até mesmo falar pequenas frases, ver como ela está?
Veja a ordem para com aqueles que antes estavam nos ensinamentos de Cristo e o abandonaram:
2 João 8-11 - "Tenham cuidado para que vocês não percam as coisas que trabalhamos para produzir; em vez disso, que possam obter uma plena recompensa.+ 9 Todo aquele que vai além dos ensinamentos do Cristo e não permanece neles não tem Deus.+ Quem permanece nesses ensinamentos é quem tem tanto o Pai como o Filho.+ 10 Se alguém vier a vocês e não trouxer esses ensinamentos, não o recebam na sua casa,+ nem o cumprimentem. 11 Pois quem o cumprimenta participa das suas obras más."
Assim a orientação clara, na minha opinião é exatamente deixar de ter convivência o que inclui falar com a pessoa.
É duro? Sim, é algo pensado primeiramente na proteção da congregação. Por isso é duro para quem está desassociado. No entanto ainda é uma disciplina visando a recuperação, o endireitamento, o abandono do erro.
Está a pessoa abandonada, largada, ou finge-se que a pessoa não existe?
Não, de forma alguma (embora alguns erroneamente fecham a cara ou tratam mal, mas isso é um erro de alguns). As reuniões, as publicações, inclusive no balcão estão disponíveis para ela. Existe restrição quanto ao lugar e horário de chegar e permanecer nas reuniões? Não! O desassociado também pode receber conselhos bíblicos dos anciãos da congregação e inclusive visita de pastoreio. Ele é uma ovelha que no momento está disciplinada.
Mas seguindo a ordem bíblica, os irmãos não o cumprimentarão. Duro, mas é seguir o que está escrito.
Continua...
Prezado, entendo que vc fez uma interpretação bem extensiva de 2 João 8-11.
ExcluirAli trata de apostasia (" 9 Todo aquele que vai além dos ensinamentos do Cristo e não permanece neles não tem Deus [...] 10 Se alguém vier a vocês e não trouxer esses ensinamentos, não o recebam na sua casa, nem o cumprimentem. 11 Pois quem o cumprimenta participa das suas obras más.)"
Aqui se trata claramente da ‘obra má’ APOSTASIA. Porque ‘obras más’ por ‘obras más’ todos nós fazemos. Ou todos nós – com maior ou menor frequência – não incorremos n’alguma obra má de 1 Coríntios 6.9-10?
Pegando o meu caso: estou desassociado há uns 10 anos, mas não sou apóstata. Tenho certeza pessoal de quem são as Testemunhas escolhidas por Jeová aqui na Terra. É tão absurda a ideia de que não posso visitar meus irmãos TJ. É como se eles não existissem. É como se eu não tivesse sobrinhos... é um fingimento enorme diante dos irmãos e pai que não são TJ. Quem vai entender um negócio desses? Tenho até vergonha de falar abertamente para minha mulher que não posso falar com meus irmãos e sobrinhos (não vejo nenhuma explicação racional ou mesmo bíblica para isso... Se eu não sou, nem ando com apostasia, onde fica o AMOR nessa história?) É um constrangimento enorme! Isso não me motiva em nada pra eu voltar (não sinto falta de amigos, não! Há amizade verdadeira sim entre pessoas que não são TJ – vamos parar com essa mentira de que não há!).
Só um desabafo.
Continuação...
ResponderExcluirQuanto aos procedimentos... A ordem de expulsar no passado foi direcionada a congregação e quem recebeu a responsabilidade para isso foram os anciãos da congregação. Assim, é preciso fazer o julgamento para saber se deve ou não desassociar a pessoa. Então como discutir uma comissão, se 3 irmãos decidindo um assunto é melhor que 1 apenas; e também é melhor do que o inteiro corpo de anciãos (assim o assunto confidencial permanecerá deste modo, inclusive em relação aos outros anciãos da congregação)?
Porque é preciso de um livro com orientações especificas em alguns casos? Porque com elas diminui-se os riscos de um julgamento errado, seja por falta de cuidado ou analfabetismo mesmo. A questão é: Estão os procedimentos contrários com algum princípio bíblico? Isso é o que importa. Se não estão contrários, então entendo apenas como uma ajuda para os anciãos. Afinal, anciãos são pastores e de vez em quando servem também como juízes, mas eles são pastores.
Então com relação aos procedimentos, mesmo não tendo sido deixados detalhadamente na bíblia, eles apenas ajudam os homens que tem essa responsabilidade e não são burocráticos demais. São até simples. Difícil mesmo deve ser entender até que ponto a pessoa demonstra arrependimento genuíno. Isso deve ser complicado demais. Mas a ordem é clara, é preciso tomar uma decisão (desassociar ou não) aqueles que praticam um erro grave. Fazer o que? Reclamar da ajuda que eles têm para fazer isso da melhor maneira possível, apenas porque estão escritas em um livro, que não é a bíblia? Eles ferem algum princípio bíblico ou são baseados neles? Eu particularmente não tenho dúvidas de que não ferem princípios bíblicos.
Por fim, erros sempre existirão, infelizmente. Mas Jeová está aí para julgar... se os anciãos erraram em desassociar alguém por masturbar-se, isso fica nas mãos de Jeová, mas não podemos generalizar como se isso fosse a regra. A regra como sabemos é que a grande maioria dos que foram desassociados erraram e no momento não apresentaram evidencias de arrependimento, muitos apresentam depois. Como são homens que julgam as evidencias, elas precisam ser claras e compatíveis com o grau do erro. Pra Jeová não, ele vê o coração, mas para homens é complicado isso.
Por fim, todos continuam sendo filhos de Jeová (disciplinados no momento) mas continuam sendo filhos. Ele ouve sim as orações dos que tem coração sincero e desejam de coração alegrar a Ele e recuperar a boa relação que tinha antes.
Bom, são minhas opiniões... Entendo que Jeová está atento aos erros e que ele vai melhorando alguns procedimentos quando julgar que assim deva fazer!
André, o que aconteceu com a frase de sua autoria: "Se as Testemunhas e Jeová não forem a religião verdadeira, fujam para as montanhas" (era assim né? rsrsrs). Não crê mais que seja assim?
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