quarta-feira, 5 de abril de 2017

A MAIOR MULHER DO MUNDO


O ano era 1987. Minha mãe já tinha passado por tudo. Tenho flashes dos cultos em terreiros de Candomblé ou nas panaceias charlatãs da Universal do Reino de Deus, quando ainda era criança. Nessa época, já com 14 anos, ela saiu e foi ouvir um casal de Testemunhas de Jeová que bateu em nossa porta. Não sei se ela foi à contragosto, ou se foi em busca de sua necessidade espiritual. O fato é que eu estava junto, gostei das ilustrações do livro Viver para sempre no paraíso na Terra e decidi iniciar um estudo bíblico.

Cerca de dois meses depois, ao me ver estudar a Bíblia e fazer mudanças na minha vida, minha mãe resolveu estudar a Bíblia também. Logo depois vieram minhas irmãs. Meu pai, católico convicto, mas meio envolvido com o espiritismo, se tornou opositor. Agrediu minha mãe com palavras, minhas irmãs, mas com toda força possível, ela foi avante e chegou a se batizar primeiro que todos nós. 

Ela foi a minha força, e ainda é. Ela é a minha mãe, aquela que sofre em silêncio, que enfrenta a todos, como uma galinha que enfrenta raposas para proteger seus pintinhos. Ela é guerreira, maravilhosa, serva do Deus altíssimo. Ela é minha mãe. A mulher mais importante de minha vida. 

TE AMO MÃE!   



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