segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

[ Dentista & Justiça ]


O que existe em comum com estas palavras? Nada! No entanto, quando se trata de André Lago e a Lei de Murphy, "nada" é uma palavra que nem sempre significa ausência de alguma coisa.


Eu sou meio preguiçoso para dentistas. Aquela maquininha utilizada exclusivamente para doer o dente, dói na minha espinha dorsal. Eu poderia continuar bem distante de odontologistas se fosse uma porcaria de pedra na feijoada que fez quebrar um dente meu. O jeito foi enfrentar a fera!


Curiosamente, neste mesmo dia de consulta ao dentista eu teria uma audiência de julgamento de um processo trabalhista, o qual eu seria testemunha. Quando eu me dirigi ao dentista não achava que faria nada demais, mas nãããão, a dentista "tinha tempo livre, vamos resolver logo isso!".


Eu sei que existem posições mais embaraçadoras que ficar de boca aberta para uma dentista. Eu mesmo já passei - e pude relatar - duas situações destas: um exame no urologista e uma cirurgia no pescoço com uma médica peituda que não tinha se tocado que os apontava bem para cima de mim. No entanto, o dentista é uma coisa horrorosa também.Ficar lá de boca aberta, com uma pessoa enfiando um troço nos seus dentes, mandando você cuspir de vez em quando, não é uma posição que gostaria que me vissem. Mas após "bisonhadas" e anestesias, lá corre eu para a 14ª Vara do TRT de Brasília.


Ser testemunha é uma coisa normal, exceto se você for mentir. Mas no nosso caso esse não era o problema; mas apesar da verdade, o advogado achou por bem sincronizarmos os testemunhos para que não houvesse surpresa. Tudo bem? Tranqüilo? Que nada! O advogado esqueceu de me dizer que eu não seria recebida pelo juiz com bolinhos e refrigerante.

- Senhor André Luís Lago Silva?
- Sim, senhora. - Era uma juiza.
- Fique de pé!!
- Unf..!
- Você sabe que falso testemunho é crime passível de 3 anos de prisão? Que se eu perceber que você está mentindo eu te darei voz de prisão e você sairá daqui diretamemte para a detenção?!!


Minha boca estava anestesiada, mas meus pés, minhas mãos, meu corpo, minha bexiga não. Tremi feito pau de sebo em dia de São Judas e quase que minha boca totalmente anestesiada não dizia nada que não fosse "Sim", "Não" e "Não Sei". Ô situação! Meu colega disse que se pudesse filmaria a cena para poder zoar de minha cara.


Enfim, é assim que as coisas acontecem. Depois dessa aprendi uma lição. Entre a justiça e uma obturação; melhor ficar em casa.



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